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Não gosto da expressão primeiro mundo. Mas ela define o que penso do novo livro de Fausto Wolff.
Internacional no modo, o romance é universal na expressão. São diversos níveis de narração, até certo ponto estanques, mas que formam o magnífico painel de um tempo, de um homem visto por dentro e por fora. E mais: como os outros viram e sentiram esse homem.
O Núcleo é o pequeno mundo provinciano dos emigrantes alemães no Sul. Mas a ação se irradia pelo mundo inteiro, por uma época, um jeito de caminhar pela vida. Fausto Wolff escreveu o livro mais importante de sua geração.
Carlos Heitor Cony
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