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PALANQUE DO E-LEITOR
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E-leitores agora podem, do alto do nosso palanque eletrônico, manisfestar suas opiniões que não sejam comentários aos textos publicados. Façam seus discursos, soltem o verbo, o adjetivo, o sujeito, a tropa gramatical toda. Para isto basta clicar
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| ELOGIO DA MADASTRA – MITOLOGIA, HUMOR E EROTISMO NUM ROMANCE DE MARIO VARGAS LLOSA. | 03/06/2010 08:37:12 |
Prolífico como romancista, o escritor peruano Vargas Llosa nunca se repete, mesmo quando coloca sua pena num mesmo viés literário. Num tempo de ambições de ultra contemporaneidade, negação da força do mito em prol duma suposta originalidade, em seu romance Elogio da Madrasta, é Eros, em sua plena imaturidade, antes do encontro com Psiquê, na figura do menino Fonchito, um pré-púbere, o principal personagem. Traquina como Huckleberry Finn, toda sua astúcia consequentemente inconsequente, feita para divertir o leitor, volta-se para o poder da sedução de Eros, de uma inocência terrível, sem culpa, como é o sentimento do amor pueril sem freios, por ser ainda paixão sem medida – amor em semente, desejo alienado dos sofrimentos que pode causar, dos dramas, das relações humanas como são, ou como foram humanizadas à revelia dos instintos e espontaneidades do ser, antes que as sementes do bem e do mal fossem plantadas nos corações e mentes.
Personagem enigma?
Vargas Llosa nos remete a uma condição de leitor em puro prazer da leitura, provoca uma empatia com o protagonista, uma compaixão pelos deuterogonistas, seu pai Dom Rigoberto, sua madrasta, a criada que tudo percebe de sua posição servil; criada que é o único liame crítico mantido pelo autor com o mundo real e suas regras de interditos; incitando em quem lê o sentimento de cumplicidade, de ser dominado pela leitura, de manter em segredo a intimidade daquela família e os rumos que as relações interpessoais tomam sob o domínio de Eros.
Força da mitologia num romance de renovação literária, auto-compaixão, servilismos dos sentimentos erógenos mais puros ao poder de Eros, retorno a dizer, em sua fase mais pueril e encantadora.
Livro essencial para os céticos, para os que em detrimento do interesse da cultura clássica se auto-denominam pós-modernos, pós - tudo; mas que são apenas pós-apocalípticos, por terem destruído a base cultural onde mesmo os mais inovadores escribas vão beber na fonte.
Romance de redenção do mito. Mais poderoso que o Caim de José Saramago e o de Márcia Denser, lidos um após o outro e casados um com o outro numa perspectiva intertextual.
Livro que redime o pré-púbere de todas as culpas incestuosas ou auto-destrutivas. Livro para ser discutido por pedagogos e psicólogos; psiquiatras infantis que medicam crianças hiperativas, desconsiderando suas pulsões da libido ainda em estado pré-consciente, sem formações reativas, sãs, em estado de diamante bruto; não por sua falta de delicadeza, mas apenas por termos sido todos nós um dia como Eros, olimpicamente picarescos, de uma inocência digna de todo respeito.
Texto que faz questionar a existência do ser polimorfo perverso freudiano por uma perspectiva romanesca distante de qualquer teoria, por isso mesmo transcendente e por isso mesmo mitológico e essencial.
----------------Postado por Fabio Daflon
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| O Chip do Planeta Terra | 28/04/2010 11:54:45 |
O Chip do Planeta Terra
Luiz Domingos de Luna *
Outro dia, fui convidado para participar de uma conferência no meu planeta natal - Aquarius, como de costume, juntamente, com os colegas de sempre, pegamos a nave e embarcamos, depois de uma viagem cansativa chegamos.
O Tema da conferência foi logo exposto, de modo, a iniciar a reunião. Escutamos:
O Planeta Terra não precisa de vida para existir, porém insiste em manter ao longo de sua história este sopro vital – Por quê? Um Aquariano bem a frente levantou o braço e disse em voz alta – Simples, a vida na terra dá lucro. O Conferencista coçou a cabeça e perguntou dá lucro! Como assim? O Planeta oferece condições para o surgimento da vida, alimenta bem e, depois ingere toda massa ex-viva, num processo continuo, pois lá, o tempo real existe num ciclo constante.
Um Aquariano, bem ao meu lado, indignado proclamou – Protesto, pois se a terra se alimentasse de toda massa viva que ela mesma produz o planeta seria o maior do universo, e pelo que consta nos autos, é apenas o terceiro na via - láctea, e de pequena significação com relação a sua massa de coesão atômica.
O Plenário choveu de palmas, porém o conferencista detonou – Protesto negado! O colega parte de uma premissa verdadeira para chegar uma conclusão falsa. Como assim?Perguntou o assistente. Se realmente a colega { terra} consumisse, tão somente, a massa viva, com certeza seria a maior do cosmo, porém, está em nossos registros que não é bem assim, pois a massa produzida pela ingestão da conteúdo morto é automaticamente transformada em energia e vendida a outro parceiro, ou seja,100% da energia é vendida, do contrario, o planeta estaria inchado e na realidade ele está é diminuído sua unidade de massa.
E este lucro obtido com a venda de energia é investido em que?
Na compra de enzimas cósmicas para o preparo das lavas vulcânicas e do gás galáctico para a dissolução dos deslocamentos das placas tectônicas.
- Fábrica de futuras vidas de forma diferenciadas
Este investimento serve para nós
-Não
Por quê?
- Um capital muito alto investido em algo de grande risco
Tem certeza?
Não
-Dúvida
Todas
-Mas é assim que a coisa funciona.
( * )Professor – Aurora – Ceará.
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| O LIVRO ASSASSINO QUE MATOU PAULO COELHO | 19/04/2010 11:42:25 |
O Livro Assassino Que Matou Paulo Francis
O “Livro Assassino” Que Matou Paulo Francis, do Mestre Fernando Jorge
Eu conhecia a obra e o autor. Não falo do medíocre Paulo Francis que, nunca tive muito prazer de ler, nem muito menos de passagem ou por curiosidade açodada por modismos sazonais, quer no retumbante Pasquim histórico, quer num jornalão qualquer desses quando, se pode dizer com muita propriedade, que papel realmente aceita tudo principalmente de pseudo colunista social de araque. Topetudo, petulante, Paulo Francis que não era flor que se cheire, parecia que vivia encharcado num constante porre homérico, mas acho que ele se embebedava mesmo era de sua presunção de impunidade, num falso diletantismo hipócrita, ególatra que era.
Falo do Escritor de renome e respeito (e crítico, fora de série), o romancista, dicionarista e pesquisador talentoso, Fernando Jorge, esse sim, a gente sabe a que realmente veio, que trombone toca, que parafuso aperta no calcanhar de Aquiles da patuléia de janotas boçais que posam de intelectuais, arrotam Flaukner, Tomas Mann, Balzac, Dickens, Proust e Borges, mas malemal comem jaburus com cambuquira.
Vamos por partes. Li sobre Fernando Jorge em vários jornais, revistas e suplementos culturais, e tive a honra de vê-lo dando sopa no Programa do Jô Soares. Foi um estrondo. Foi um banho de qualidade rara. O Fernando Jorge é fera. O Paulo Francis? Muito pelo contrário. Nunca li nada. Por acaso, até, tenho um livraço dele bancado pela antiga Editora Codecri (Rio de Janeiro) que hoje mal calça descalculadamente uma estante molenga da minha sala de não estar...
Fernando Jorge pega pesado (pelo potencial dialético-narrativo que tem) em estilo leve (e gracioso, às vezes hilário), quando diz a verdade nua e crua, a partir de releituras, análises, pesquisas e talvez uma pacto com algum anjo que viçou asaluz depois de alguma coivara celestial. Aleluia. Porque com Fernando Jorge é assim: uma no cravo e outra na cara dura. E o azeitado da vez, foi Paulo Francis. Bem feito. Quem faz mal o que faz, pensa que pensa, acha que é o que não é, deita falatório mas normalmente acorda mijado.
E, falando sério, Paulo Francis era muito mais polêmico e futriqueiro do que qualquer coisa. Um polêmico noiteadeiro de almanaque, com ranço de entojo, aqui e ali chinfrim, démodé, rastaquara, raso. Zero a direita. Será o impossível? Pois é. Foi odiado – ele adorava ser odiado (Freud explica?) – e, virulento, toma plágios... Uma lagarta-praga de couve na horta da literatura por atacado. Vade retro!
Falso intelectual, posudo, tinha um fomentado panurgismo todo peculiar, debochante, pois insultava na sua coluna social, desvirtuava dizeres, furtava frases feitas de terceiros, enchendo malas e cuias de citações mal-enjambradas, mais disparates do que lhe dava na veia, e, toma adjetivos do arco-da-velha. Fazia achincalhes que era de dar dó do atingido sem piedade. No entanto, por incrível que pareça, ainda assim se sentia cortejado, piegas-brega, quando ocasionalmente era o alvo da vez, se alguém lhe rebatia o estilhaço do palavreio. Nunca chegou a ser um critico que preste, nem muito menos ensaísta ou escritor mesmo que prestasse. Sapecava guanxuma aqui e ali e, no final da prosopopéia (mais para angu sem caroço), nadica de nada, sem profundidade ou conhecimento (inclusive jurídico) de causa e efeito.
Até que achou o que procurava, benza-Deus!. Todo balaio tem sua cobra cega? Ledo engano. Dançou, Baby. E os seus admiradores babacas de plantão – para cada idiota mestre há um séqüito de sarangas – atacaram o Fernando Jorge pela culpa da morte do Paulo Francis, quando lançou o livraço (em todos os sentidos) denominado: “Vida e Obra do Plagiário Paulo Francis” – O Mergulho da Ignorância no Poço da Estupidez. Dito e feito. Obra da Geração Editorial já em variada edição.
Ficou a pecha, a bubuia de cusarruim, na vazão das crendices dos bastidores lítero-culturais: O Livro do Fernando Jorge Matou o Paulo Francis. Santa burreza pegajenta. O livro do Fernando Jorge é documental, poderoso, inteligente, deu trabalho e, falar mal verdadeiro de um falso mito, é sim, um pé no sacro dos incautos leitores de ocasião. Fernando Jorge muito bem soltou o verbo. Sorte nossa. O Paulo Francis deu literalmente com os burros nágua. Achou seu Id?.
Alberto Dines, aliás, estranhamente e por si mesmo, aleatório, portanto, chutou que o chamado “Livro Assassino” foi realmente responsável pelo desgaste emocional do jornalista Paulo Francis, até o seu fim. A primeira edição do livro saiu dois meses antes da morte do PF, portanto, segundo disse a Jornalista Irene Solano Viana (ex-editora da Folha de São Paulo), Fernando Jorge não pode ser acusado de tal covardia, porque estava pronto para um eventual revide, mas PF não pintou na área, refugou feio. Até Inácio de Loyola Brandão, opinou a favor de Fernando Jorge, dizendo que interrogou PF sobre o livro no Programa Manhattan Connection, mas PF não teve coragem de falar nada a respeito do embate, da peleja...
Fernando Jorge, aliás, todo trancham, bom humor e brilhante no seu ofício, orgulha-se de ser o “pai intelectual” do Primeiro Livro Assassino. Paulo Francis de per-si, acusado de plágio, foi processado em Nova York pela Petrobrás, quando lhe cobravam uma indenização por calúnia, e, isso, claro, abalou a histórica presunção de qualidade e impunidade de PF. Alberto Dines mesmo, paradoxalmente assim se refere a PF: -Era intransigente, exigia muito dos outros; ele soltava o cacete para manter as pessoas à distância(...). Aliás, Paulo Francis inventou uma persona esquizofrênica (e esquizofrêmita) e depois não soube lidar direitinho com isso, principalmente quando ficava sozinho e amargo com o seu personagem de ocasião, por desbunde geral, e, atacava todo mundo, furtando frases, pensamentos e citações intelectuais de renomados nomes da história do mundo civilizado.
Só que, falando sério, Fernando Jorge de conteúdo à essência, dá de dez a zero no PF. É ensaísta, cronista, romancista, fazendo bibliografias, dicionários e livros de histórias de renome, como por exemplo, só citando parte. Anotem e confiram: 01)-As Mãos Na Ciência, na História e na Arte (Edições Descubra/Quarta Edição) 02)-Água da Fonte (Crônicas/Livraria Martins Fontes Editora) 03)-As Sandálias de Cristo (Crônicas, Bruno Buccini Edito), 04)-O Grande Líder (Romance/L. Oren Editor, Quarta Edição), 05)-0s 150 Anos da Nossa Independência (Edições MM) 06)-Cale a Boca, Jornalista! (Editora Vozes, Quarta Edição), 07)-Lutero e a Igreja do Pecado (Editora Mercuryo/Segunda Edição), mais dicionários (quatro) e Bibliografias importantes sobre Aleijadinho, Olavo Bilac, Santos Dumont e Getúlio Vargas, só para citar mais alguns assim, em passant. Falta um monte. Sorte nossa.
Por conseguinte, e, a bem da verdade, o “livro assassino” está assim dividido por partes, só para ilustrar a obra polêmica de Fernando Jorge, quando disseca o mito midiático PF por etapas: Tomo 1: a)=A Vida de Um Plagiário (PF crítico do povo nordestino – discriminador – ataca Ruth Escobar, Lula, Jaguaribe, JK, Caio Túlio Costa, etc). b)=Ataca o honrado Senador Suplicy, mostra seu horror a negros, chama os japoneses de prostitutas (e o Japão de Bordel) c)=Zomba do Alcorão, Insulta Portugal, o Sindicato dos Jornalistas, Cacá Diegues, etc. Tomo 2)=Assalta (rouba idéias, citações, frases famosas) de Machado de Assis, faz plágios de Lênin, Olavo Bilac, etc. Tomo 3)= Informa errado, chuta, citando erroneamente de Francisco de Assis a tantas outras barbaridades Tomo 4)=O autor classifica PF, entre outras coisas de “Inventor Campeão Brasileiro de Solecismos” Tomo 5)=A ignorância de PF sobre a História e a Pintura. Tomo 6)=PF decretou a morte de “Os Sertões”(de Euclides da Cunha), mais disparates sobre Sthendal (as irmãs Brontê); um enredo de Anatole France e Tolstói. Tomo 7)=PF mistura erros graves da história, do Brasil à Guerra Civil americana; faz apologia ao separatismo do país, atribuiu a Gênghis-Khan frase de outrem, e corre solta a prosopopéia, o bundalelê. Tomo 8)=Difamações de PF. E vai de Oscar Wilde a Rui Barbosa, passando por Tarso de Castro e Tônia Carrero. É demais, né não? Tomo 9)=PF e a incompetência, a obsessão por sexo (sai de baixo!) e vai por aí a colméia de vicissitudes irracionais e amargas do PF que o autor tão espetacularmente retrata e prova, ipsis literis.
Ufa. Que fôlego! Tá tudo nessa obra de vulto. Perdão, leitores, mas um livraço assim, não é pra se comentar muito mesmo. Só dar umas pinceladas de grosso calibre. É pra ler de fio a pavio, descascando o limão da vaidade de PF, na contação de Fernando Jorge, um destemido. Livro pra se ler nas férias, na praia, no escritório, numa viagem, numa sauna, num sarau. Mas, sim, é isso: um livro pra se ler de fio a pavio. A crítica literária a respeito? Santa hipocrisia. Às vezes onde há fumaça, há espelho. Sacaram o bode?
Fernando Jorge, é mesmo um controversista militante e, Paulo Francis um topetudo irritante. Rimou mas dói. Ainda bem que Fernando Jorge teve a cara limpa & a coragem-motor de desnudar o Paulo Francis. É como se fosse a funda de David atingindo o gigante de lorotas? Pode ser. Um livro marcante que não poderia deixar de ser escrito, jamais. Não é qualquer um que tem peito e tutano para tanto. Tem que ser do ramo, conhecer os bastidores do circo e apontar a palhaçada. Mentiras não derrubam embustes. Verdades nuas e cruas doem, mas fazem parte do confessionário de vaidades e renúncias.
E com licença que, numa boa, vou reler o livro depressinha, pra curtir adoidado. Vocês pelaí procurem o seu exemplar. E quem puder que conte outra. Ave Fernando Jorge. Saravá Mestre Polivalente.
Fui.
-0-
Silas Corrêa Leite, Poeta, Educador, Crítico Social, autor de O RINOCERONTE DE CLARICE (onze contos fantásticos com três finais cada um, único no gênero, pioneiro, de vanguarda) no site www.itarare.com.br - Pós-graduado em Literatura na Comunicação e Jornalismo Comunitário (USP) – Prêmio Lígia Fagundes Telles Para Professor Escritor (CRE Mário Covas). Site pessoal: www.itarare.com.br/silas.htm - E-mail para contatos: poesilas@terra.com.br – Blogues: www.portas-lapsos.zip.net – ou www.campodetrigocomcorvos.zip.net
Box:
‘Vida e Obra do Plagiário PAULO FRANCIS – O Mergulho da Ignorância no Poço da Estupidez” – Geração Editorial – São Paulo-SP – Autor Fernando Jorge, Segunda Edição
----------------Postado por Silas Correa Leite
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| Minha volta a Aquarius | 22/01/2010 09:27:33 |
Minha volta a Aquarius
Luiz Domingos de Luna*
Outro dia, não sei bem precisar o motivo, me bateu uma saudade de meu berço natal Aquarius, depois de muito refletir, vi que não era importante a viagem, a cultura, o modo de vida tudo diferente, e, o fato maior de já estar acostumado aqui na terra, na verdade, me sinto mais a vontade como terrestre do que com o Aquariano.
Talvez o motivo real seja outro, ou seja: o medo de não poder mais retornar a terrinha, que, apesar dos conflitos humanos, das limitações, tem um charme muito especial que é o bairrismo, com certeza o que caracteriza o Planeta Terra é o bairrismo, algo muito difícil de encontrar em outro.
Diante da minha decisão de retorno ou não, vi que estava agindo como um terrestre, pois, o grande paradoxo dos humanos é também o meu paradoxo. Algo que me deixou perplexo e angustiado, ao saber que o amor a terra é também motivo de agressão a mesma, uma equação pensante muito contraditória, pois, como amar o planeta e viver eternamente pensando, abusando, ferindo, explorando, consumindo, poluindo e pelando a bolinha tão frágil e tão pequenina no espaço sideral.
Para os terrestres, talvez a minha reflexão, não contivesse o cerne da racionalidade, vez que: como os habitantes da bolinha ainda azulada poderiam chegar a tal conclusão? Se eles não conhecem outro referencial, para mim, isto é muito natural, porém para eles o meu questionamento pode nem fazer parte de seu campo pensamental. Por que faria?
Descobri que sem um diferencial, ou outro referencial, fica muito difícil de chegar ou compreender o plano existencial, racional, lógico, real e plausível a arte cara de existir, numa ação tão renovada, quanto à existência do próprio homem no planeta terra.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora (CE)
www.livrodigitalartigosdeluizdomingos.blogspot.com
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| Concurso público é investimento | 03/12/2009 12:37:15 |
Concurso público é investimento
Luiz Domingos de Luna*
A tradição no Brasil sempre a carregar costumes que estão fora do processo de desenvolvimento, assim, este gigante pela própria natureza fica transfigurado num anão quando os agentes públicos, servidores em esferas: municipal, estadual, federal são escolhidos por critérios subjetivos, parentesco, amizade e, qualquer outro, que não tenha como foco o conhecimento.
Esta prática tem feito a felicidade de uns em detrimento do bom funcionamento do Estado Democrático de Direito. A Constituição de 1988, sabiamente, focou esta luz que posta na prática de forma intensiva e abusiva vai aparelhando o estado para uma nova roupagem de ações concretas por profissioaniais que estão em serviço por mérito, sem a preocupação de estar agradando ao desagradando a alguém, afinal, o objetivo do funcionário é servir e servir bem ao estado e, por conseguinte a sociedade como um todo.
É mister afirmar que: a premissa parte do todo, da totalidade, do conjunto maior, do colegiado que forma a sociedade, assim, os interesses, ou indicações ou subjetividade são dissolvidas no bem maior, o bem estar da sociedade como um todo. Quanto maior e mais transparentes forem às ações do estado maior será à força de coesão da sociedade; nisto, reside o principio da civilidade, tão necessária para a harmonia do conjunto heterogêneo, e de: ter a aptidão para o convívio com as diferenças e com os diferentes sem o uso do etnocentrismo, praga que ceifa todo o processo civilizatório, força que emperra e embrutece o processo de socialização, tão necessário, para o bom convívio dos seres humanos no espaço tempo.
Quando uma instituição prima pela seriedade, compromisso social sempre dentro de uma ética exemplar passa para a sociedade - estes princípios ativos, todos os integrantes do contrato social são beneficiados, pois o processo é possuidor de lisura, de lealdade, de coesão social, o corpo a exercer a nova função foi escolhido dentro de padrões característicos de atitudes que dão a credibilidade necessária para o exercício da atribuição; pois, todo o processo, deste o surgimento, foi balizado no mérito por meios constitucionais, legais, com a devida probidade, universalidade e, principalmente, com meios de civilidade e transparência, ficando no consciente coletivo, o modelo a ser seguido, o norte a ser desenhado, o objetivo a ser alcançado, a meta a ser cumprida; assim, a chama da cidadania faz aflorar um novo mundo, uma nova luz.
A seriedade e a transparência vetores de esperança de toda uma gama de jovens desta e das futuras gerações.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora (CE)
Ref. www.livrodigitalartigosdeluizdomingos.blogspot.com
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| Sedentarismo Contemporâneo - O Mal do Século XXI | 21/10/2009 12:00:10 |
Sedentarismo Contemporâneo – O Mal do século XXI.
Luiz Domingos de Luna*
Com o advento do crescimento das tecnologias e das mudanças repentinas de consumo, toda sorte de mazelas vem assolando o já frágil convívio do tecido social planetário. Pois, à medida que cresce a tecnologia, diminui o campo de trabalho, obrigando as pessoas a ter uma vida ao ritmo das máquinas, isto traz inúmeros prejuízos para a convivência dos seres humanos,a adaptação deste sedentarismo da modernide, falta de tempo, as pessoas hoje em dia não podem escolher o seu cardápio, ou ter um momento para as refeições.
Na falta disto, vão se alimentar nas cadeias de distribuição de alimentos que oferecem às pressas, - refrigerante com hambúrguer - feito tudo a base de gordura saturada, colesterol, além da alta taxa de glicose, razão de estar aumentando em forma de progressão geométrica os casos de crianças com problemas cardíacos, diabetes mellitus, obesidade e outras mazelas como o stress, depressão...
Os seres humanos não são máquinas, não podem responder os interesses dos grandes mercados de capitais com subserviência, como justificativa a pressa com a falta de horário para alimentação.
Estamos entupindo nosso organismo de colesterol, triglicérides e glicose. Iremos pagar um preço alto pela ingestão de alimentos degradadores de nosso próprio organismo, bem como, iremos criar uma geração de obesos, porque não dizer de crianças obesas, stress, depressão; tudo isto, para nutrir a ganância de impor uma cultura alimentar rápida, desprovida de um balanceamento químico compatível com o nível de tolerância do organismo humano, um costume que distrai e destrói a vida humana.
Na verdade é uma bomba química que age interna nas entranhas do organismo como um vírus mortífero esperando a hora para entupir os capilares, veias e artérias, ao primeiro sinal a pressão já está nas alturas, a morte já a espreita, pois, o tratamento requer uma mudança de hábitos alimentares que a sociedade não está preparada para tanta imposição, privações, caminhadas, dietas, é uma exigência tão grande que, já não é exagero dizer que o mal do século XXI é o próprio sedentarismo contemporâneo.
Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra - Aurora
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| Estado sem cruz | 15/08/2009 10:21:49 |
Estado sem Cruz
Luiz Domingos de Luna*
De quando em vez, aparecem defensores de: já que o estado brasileiro é laico não há necessidade de símbolos cristãos em suas repartições. E uma posição muito simplista e descaracterizada da força da cruz na história do Brasil. Pois, senão vejamos: as caravelas que aqui aportaram já continham nas suas velas as cruzes estampadas nos mares bravios.
Com a Chegada dos portugueses o maior acontecimento histórico e cultural foi a missa, e a cruz sempre presente, as localidades de uma forma geral receberam denominações de Santos ou símbolos do cristianismo, valendo também a regra para os primeiros educadores do Brasil, os jesuítas.
O estado brasileiro sempre conviveu pacificamente com os símbolos cristão, presentes em bandeiras, escudos, hinos (.....) o reconhecimento de feriados de fé cristã. Enfim a laicidade do Estado nunca foi prejudicada por uma maioria que professa uma fé religiosas, vez que as nossas cartas magnas são, via de regra, deis tas sem prejuízo para o estado laico.
Muitas cidades brasileiras têm buscado subsídios na religião para formar a sua unidade social e cultural, a regiliosidade do povo brasileiro está bastante amadurecida para o discernimento entre um ato de fé e uma decisão jurídica de um estado laico que forma a unidade da nossa nação.
A Presença de símbolos cristãos nas repartições públicas no Brasil é somente o reconhecimento de um estado laico que convive pacificamente com um povo religioso.
Creio que os símbolos presentes nas repartições publicas do Brasil estão mais direcionados a cultura religiosa entranhada na história do povo brasileiro do que uma apologia a qualquer credo, do contrário teremos que negar ou apagar toda simbologia cristã presente na formação heterogênica do Brasil, ou da identidade do povo brasileiro. Ao se fazer a mudança o primeiro a ser ferido nessa historia não é a religião, ou o credo que se professa, mas a própria história brasileira que foi construída com tanta luta pelos desbravadores e continuadores e dos que, ainda estão para servir ao meu Querido Brasil.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| POLITIZAÇÃO JÁ ! | 09/07/2009 01:57:39 |
POLITIZAÇÃO JÁ !
Luiz Domingos de Luna
A juventude Brasileira vive num vácuo muito forte, talvez o marasmo juvenil, seja conseqüência de falta de bandeiras, de causas, de uma diretriz, um norte, uma rota, um caminho a ser seguido, pois, é comum os jovens dissolvidos numa rotina escaldante da repetição de uma rotina dura e plástica voltado apenas para o caminhar de seu próprio universo de suas atividades básicas, amorfas, geladas, enquanto o horizonte social e político a esperar a atuação da juventude no alicerce para a formação de novas lideranças, novos movimentos, novas aglutinações, mas não, tudo para. Uma parada inoportuna, cruel e totalmente lesiva para a confecção de um novo olhar social e por extensão uma visão globalizada sobre os interesses do Brasil e da América latina como um todo.
Por que a juventude brasileira está tão dispersa ? Não existe ponto de coesão no pensamento juvenil ? Esta falta de interesse com o bem estar social, político, econômico (...) é sinal de descaso ? De decepção com o quadro existencial, ou simplesmente é falta de iniciativa, de pulsar, de garra para com o futuro que, sem dúvidas para nós, otimistas, sempre foi e será promissor.
É triste saber que essa massa viva que brota no seio da sociedade não esteja preocupada com a qualificação do espaço social em todas as suas arestas, pois os movimentos parcos, quando acontecem, são sempre eventos efêmeros, sem raízes, sem a determinação do engajamento político na consolidação de uma força de coesão afirmativa.
Quando o quadro político se renova, de prontidão, a juventude a disseminar pechas sociais, raposas velhas, os mesmos de sempre e por ai vai... Ora, como mudar a situação se não existe uma consciência do jovem de que a preparação de novos talentos, seja: artísticos, culturais, políticos e sociais são fermentados dentro do próprio espaço social. O Por vir juvenil não pode e não deve ser coisificado, pois a sociedade fica sempre na busca do elo de continuidade existencial, na falta, o ciclo vicioso se repete, mas vale ressaltar que a repetição se dá devido ao vácuo existente.
Dentro deste contexto é mister afirmar que sem uma politização forte, coesa, atuante, diversificada e determinada por parte dos jovens, nós i estamos sempre condenados a viver com os dogmas, a falhas, e todo entulho de uma geração que nasceu com os costumes de um passado obsoleto,viciados em limitações, em conservar um padrão ético que não existe mais, e a sociedade sempre engessada nesta camisa de força de valores cultivados em um mundo que não existe mais.
Chega de sonhar com o mundo projetado pelos nossos pais, nossos avós, nossos (...) precisamos construir já, um novo mundo, um mundo em que o jovem seja de fato e de direto o agente de transformação da sociedade no cumprimento das necessidades tão urgentes de que o Brasil Precisa e que aguarda as propostas dos jovens que nunca chegam ?
Acorda juventude, pois o tempo passa, a vida passa e não dá para viver eternamente em busca de culpados para problemas que nós mesmos contribuímos para a sua existência e na fizemos para eliminar as causas.
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| A ÉTICA DOS PODEROSOS | 23/05/2009 05:00:44 |
A ÉTICA DOS PODEROSOS
Enquanto nós brasileiros pagamos honestamente os nossos impostos, políticos inescrupulosos se aliam aos empresários, donos de grandes empreiteiras para construírem edifícios de areia. Que servem somente para mostrar, o descaso, a inoperância, a incompetência de um estado que gasta muito e gasta mal.
Até Quando ? Quando esta violência contra o povo brasileiro, terá enfim, um fim ?
Não podemos ser um país de faz de contas, pois é muito prejuízo, primeiro: uma política urbana elitista, voltada para o bem estar dos grandes empreiteiros, segundo: superfaturamento de obras, terceiro: prédios feitos com material de última classe, após a burocracia e o torramento do dinheiro público, finalmente o prédio é erguido com material de péssima qualidade, quando a estrutura física já dá sinais de queda, uma porção de miseráveis sem ter onde morar vão tentar viver no local que foi o canteiro do desperdício do dinheiro publico. É uma vergonha nacional, são chutados, como vagabundos ou drogados, sem nenhum respeito ao ser humano. Qual a serventia destes prédios superfaturados? Uma estrutura rachada vai servir para que? Porque os sem tetos não podem ocupar a sobra de um estado gastador e gastador de péssima qualidade. Até quando temos que suportar este descaso.Cadê a política de moradia voltada para o bem estar do homem simples e humilde, - Sem rendas ?. Chega de Demagogia barata. O País precisa de seriedade política urgente. E, principalmente respeito para com os mais humildes (Sem rendas) e que são apenas, subproduto de uma política voltada para o bem estar dos poderosos.
A repostagem citar a fonte e o implante do link do autor www.livrodigitalartigosdeluizdomingos.blogspot.com
Grato,
O Autor
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| O Caos na Segurança Pública | 15/05/2009 09:26:58 |
O Caos na Segurança Pública – Por Luiz Domingos de Luna.
Enquanto a impunidade, o desemprego, a corrupção, o descaso, a falta de seriedade com a coisa pública assola o país como um todo, como fogo abrasador, em todas as direções “uma besta fera louca”, nós brasileiros assistimos toda esta paisagem social caótica, estupefatos e, sem nada poder fazer, é uma situação horripilante, pois senão vejamos: os nossos detentos que deveriam ser cuidados pelo estado, numa política de ressocialização, em respeito aos direitos humanos e no cumprimento da sua pena especifica, como determina a lei.Mas não, tudo vira uma bagunça generalizada, presídios superlotados, pelo visto, o detento está mais seguro nas ruas do que dentro da própria cela. O Vandalismo imperara nos corredores e nos pavilhões da miscigenação de presos, formando assim, uma verdadeira escola do crime. Não é a toa que os grandes grupos organizados do crime nascem dentro dos presídios e com certeza outras células de ataque a sociedade serão embrionalizadas dentro da própria casa de detenção. Ainda assim, o Estado procura o culpado; Ora, se o próprio estado não oferece as condições mínimas para o bem estar da população carcerária, como é que este, pode oferecer segurança à população?
Precisamos urgentemente de um plano nacional de segurança plena , é um direito do Cidadão e um dever de do Estado; pois O caos que nós estamos presenciando é fruto de um estado gastador, que gasta mal, não planeja suas ações, não tem uma preocupação em assistir as comunidades carentes. É um estado que trabalha bem, mas trabalha bem para os interesses dos monopólios, oligopólios financeiros, para os grandes mercados de capitais, é um fomentador do fogo do capitalismo selvagem que formam duas forças antagônicas na sociedade: os afortunados e poderosos a serviços dos interesses do capitalismo e os ricos de nada, ricos da miséria, do descaso da violência; assim, estamos formando a bomba que dilacera a sociedade, os vencidos e os vencedores. Os heróis e os bandidos,os donos do poder e os donos da miséria, os donos do tudo, os donos do nada .
Quero ver é quando estes dois mundos diferentes resolverem prestar contas, ai sim,já é tarde demais. Ficará a pergunta por que não fizemos algo quando ainda existia solução ?
Repostagem autorizada, favor citar fonte e o impante do link do autor,
Grato,
Luiz Domingo de Luna
http://www.livrodigitalartigosdeluizdomingos.blogspot.com
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| Civilidade no mundo on line | 11/05/2009 04:17:50 |
Civilidade no mundo on line.
Por Luiz Domingos de Luna
Enquanto nós, do mundo on line, não tivermos a consciência plena de que a sociedade virtual é, foi e sempre será um conglomerado humano heterogênico e que devemos respeitar toda existência humana, seja minoria ou maioria, compreender as opções individuais, orientações sexuais, as manifestações de opiniões, a liberdade de opções; enquanto não paráramos com o uso de adjetivos desqualificativos de escolha, grupos étnicos, religiosos e outros, nós jamais teremos uma mente aberta para o convívio pleno da paz social, da harmonia e do bem estar coletivo e por extensão no mundo on line como um todo.
O Tempo usado para depreciar a própria espécie humana seja fenótipo ou ideológica no mundo virtual, deveria ser substituído, por um tempo útil, ou seja: por uma política universal do bem estar da humanidade, pois um choque de civilização, de cultura, de ideologia é um mal que vai prejudicar a todos, em um só tempo, em todo tempo, pois é uma semente de fogo abrasador que coloca o homem contra o próprio homem e em nada colabora para o convívio dos seres humano na esfera maior - Planeta Terra. Assim, urge a necessidade de nós que estamos começando a humanizar o mundo pelos olhos atentos e sedentos do mundo on line, várias visões integradas, coesas, uniformes, vivas, atuantes e no mergulhar de uma linguagem universal que sirva de crescimento intelectual para todos indistintamente. Precisamos aprender a conviver com posições contrastantes, sem perder a nossa linha lógica existencial através de artigos, comentários firmes {…}, inclusive contraditório, se for o caso, porém, sem perder o respeito à forma de ver o mundo do outro, pela ótica peculiar a cada componente da espécie humana; e assim, quebrar toda corrente cultural ideológica negativa para a construção de uma nova humanidade, sem fronteiras, sem barreiras e, principalmente, sem o ranço da magia que cega à sociedade atual o preconceito.
Que todos nós que fazemos esta nova era da internet, saibamos com responsabilidade respeitar às inúmeras vertentes do pensamento humano, sem o manto ignorante do ódio ideológico que suja e diminui a importância da epistemologia Genética da humanidade no livro da existência humana.
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| Manifesto pela manifestação | 10/05/2009 10:38:28 |
Manifesto pela manifestação - Alexandre Buiatti Maywald
Essa foi demais! Foi para arrepiar cabelo de relógio! As marchas organizadas pela liberação do consumo, plantio e comercialização da maconha no Brasil não passaram de um cenário surreal e para este palrador, improvável. Foi tudo liberado pelo ministério público (e não liberado em vários outros lugares), tudo dentro da ordem estabelecida, com o acompanhamento dos BOPEs da vida, fiscalizando e principalmente filmando todos, para posteriores identificações no dói-ú-códi, e para que não houvesse qualquer tipo de apologia (mas como? Não é uma manifestação A FAVOR DA MACONHA?).
Esse cenário futurista e aterrador, o das manifestações do gado-manso, de quem pede permissão para ser polêmico e subversivo, para quem pede permissão para exigir um seu direito é degradante e deprimente. Pois é uma manifestação sem colhões, que não fere nenhuma Instituição estabelecida, não cutuca a ferida da sociedade e de ninguém, ferida esta causada pelo objeto jurídico-cortante ao direito reivindicado; o ministério público liberou, então não pode haver camiseta com a cara da erva nem consumo da mesma. Quanto aos lugares onde o MP não “liberou” a manifestação, não seria o caso de fazerem uma manifestação em prol da manifestação? Virou piada? Essa é a opinião da maioria?
Que mudanças poderão ocorrer no Grande Sistema a partir de manifestações organizadinhas assim? É a institucionalização da manifestação ordeira? E o confronto necessário?
Temo pelo fim dos tempos. Ou o começo de tempos piores.
Alexandre Buiatti Maywald
Bacharel = palrador insuportável
abmaywald@uol.com.br
----------------Postado por Alexandre Buiatti Maywald
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| Cultura Sertaneja, oprimida e abandonada | 17/03/2009 01:13:31 |
Cultura Sertaneja, oprimida e abandonada.
Por Luiz Domingos de Luna
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Cantada e decantada em verso em prosa, nutrida e destilada na mídia brasileira como a arte pura da criação do sertanejo, comparada ao paraíso perdido, o jardim do Éden, à Canaã, a terra de leite e mel, a pureza encantadora de uma rosa, é assim que é tratada na mídia brasileira, literatura, na história, na vida, seja no plano racional ou emocional, mas esta pobre e amarelada cultura não passa de uma substituição do pleno pelo não pleno, do básico pelo não básico, do total pelo não total, do ideal pelo não ideal, do todo pela parte, senão vejamos:
A geladeira - um pote pingador, Uma cama confortável - uma rede de tear, um almoço digno - um prato de angu, um automóvel - a cangalha de um jumento coiceiro, uma empresa - um tabuleiro improdutivo, uma caneta - uma enxada de três libras, um vigilante - uma cadela cheia de carrapato, um ar condicionado - um abano, um fogão a gás - um fogão de lenha, um rádio - uma gaiola de canário, o telefone - os fogos de artifício, a praia - um açude lamacento, o elevador - um pé de coqueiro, a sauna - é o próprio trabalho. A murada da mansão - uma cerca de faxina, a mansão - Uma tapera de barro cru, o caviar - é ova de curimatã, uma maleta 007 - é saco de nó cego, o avião - é uma pipa voadora, a prancha de surfe - é o couro seco de carregar capim, o teclado - é um pé de pode, o carnaval - é um adjunto de trabalho, Uma missa de gala - é uma novena, uma marcha nupcial -é o miseré, o escritório -é o alertai, o relógio - é um galo gogento no terreiro, ou o jumento, durante o dia, um concerto musical – uma ópera de penitentes ///mas ainda bem que a televisão é a própria televisão e a novela é a própria novela, ainda bem, , pois para quem saiu do sertão nada mais gratificante do que incentivar, louvar e viver as reminiscências do sertão, mas para que não saiu nada melhor do que ver o modo de vida dos egressos sertanejos pela televisão e adeus Sordade!!!.
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| A Origem | 19/02/2009 02:01:05 |
A Origem
Luiz Domingos de Luna
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Consultei Adão
Lá no paraíso
Num largo sorriso
De Pura razão
A Origem Adão?
Ele ficou mudo
- A origem de tudo
Sim, uma explicação.
- Um edifício em construção
Sem Deus não há base
É tudo um quase
É o começo do Tombo
Uma explosão, um estrondo.
Seres humanos, na fase.
Queda da civilização!
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| A Morte do Rio Salgado | 13/02/2009 04:58:12 |
a Morte do Rio Salgado
Por Luiz Domingos de luna
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É urgente uma política de conscientização sobre a importância da relação entre o homem e seu espaço geográfico, pois, o nível de harmonia entre os seres vivos e o meio ambiente é condição básica para a continuidade da vida no planeta. Este artigo é um sinal de alerta para que as autoridades, as instituições e a sociedade como um todo possam refletir que o progresso, a ocupação humana de forma desordenada e a interatividade social, sem uma preocupação com o meio ambiente, sem uma política consistente de avaliação sobre os ecossistemas, e principalmente, sobre a agressão gratuita ao rio Salgado pode se converter numa situação irreversível e danosa a toda a população da região do Cariri; com implicações devastadoras para todo o sul do Estado do Ceará, Os Impactos ambientais causados pela violência com o rio Salgado, já são visivelmente sentidos pela diminuição e até mesmo extinção da fauna fluvial e da flora ciliar, pois ao primeiro contato com os habitantes mais antigos que viveram toda sua vida ao lado do leito do rio, se observa, um clima de saudosismo, tristeza, onde enumeram inúmeras espécies de peixes, aves e vegetação que já não existem e muitas vezes são raros os exemplares que até bem pouco tempo existiam em abundância. O rio Salgado é uma prova viva da rapidez de destruição deste ecossistema tão importante e vital para a nossa região. As recentes enchentes, onde centenas de casas, pontes e barragens, foram destruídas pelo rio Salgado (janeiro/fevereiro, 2008) é uma reação violenta da natureza, quando esta, é agredida gratuitamente, sem nenhum planejamento, sem nenhum estudo científico prévio, e quando é tratada sem seriedade pelo homem. Enquanto a água está sendo reconhecida mundialmente como o bem mais precioso do século, o rio Salgado está morrendo, pois os dejetos e resíduos doméstico, industriais, hospitalares e públicos estão sendo despejados no rio que corta os municípios de Crato-Ce, Juazeiro do Norte-Ce, Barbalha, Brejo Santo, Mauriti, Missão Velha, Milagres, Caririaçu, Aurora, Lavras da Mangabeira, Cedro e Icó desembocando no Rio Jaguaribe abaixo do açude Orós, {após a ponte de Piquet Carneiro} ao longo deste percurso o Salgado é poluído e como consequencia contamina o lençol freático da região. O Rio Salgado necessita urgentemente de uma limpeza geral e uma despoluição completa, pois além de ser fonte de vida para as comunidades ribeirinhas, é também centro da produção agropecuária no sul do Ceará.
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| Filho Ilustre do Crato é centro Gravitacional de desenvolvimento no cariri Cearense - Padre Cicero Romão Batista | 27/01/2009 05:49:53 |
O filho Ilustre do Crato é centro gravitacional espiritual de desenvolvimento do cariri cearense. -Pe Cícero Romão Batista-
Luiz Domingos de Luna
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O Filho ilustre do Crato Cícero Romão Batista é centro de discussão na mídia caririense e assim perdurará por muitos anos, séculos (...), Ora a atuação contínua do padre Cícero dentro de parâmetros exclusivos foi responsável pela gravitação da diocese do Crato criada pela Bula “CATHOLICAE ECCESIAE” de sua santidade o papa Bento XV, do dia 20 de Outubro de 1914. Em 07 de março de 1875 o primeiro bispo do Ceará D. Luiz Antonio dos Santos abre o seminário do Crato. No dia 1º de janeiro de 1916, dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva toma posse na diocese do Crato, primeiro bispo do Crato, criando o colégio diocesano, o colégio Santa Teresa de Jesus, o banco do Cariri os informativos da diocese a Região e o Boletim e muitas outros obras. Creio que o triângulo: Seminário, Diocese e Colégio Diocesano, foi a base do desenvolvimento motor primeiro, do Crato e por extensão o Cariri. O Que sem dúvidas foram manifestações desenvolvimentistas da igreja.
Com Relação ao cratense Cícero Romão Batista, ordenado sacerdote na Igreja da Prainha, em fortaleza, por Dom Luiz Antonio do Santos 1º bispo do Ceará, celebrando sua primeira missa por escolha própria no dia 24 de dezembro de 1871 em juazeiro, sendo entronizado capelão da Capela de N. Senhora das Dores, em Juazeiro no dia 26 de setembro de 1872. Por indicação do primeiro bispo do Ceará D. Luiz Antonio dos Santos Vez que somente no dia 13 de maio de 1881 D. Luiz Antonio do Santos deixou o Ceará onde foi preconizado arcebispo da Bahia.
Pelo que consta até esta data as relações com a Santa Igreja de Roma e o Padre Cícero Romão Batista foram transcorridas de forma natural e espontânea, inclusive no dia 28 de agosto de 1884, D. Joaquim Vieira, 2º bispo de Fortaleza, benze a nova igreja de N. Senhora das Dores e sagra a pedra do Altar-mor, em 22 de abril 1886 é feita a instalação do sacrário permanente da igreja Nossa Senhora das Dores.
“Considerando que a abolição da escravidão no Ceará foi antecipada em 04 anos a nacional, Considerando que não existia uma política estadual de inclusão dos “libertos” entra neste filão em defesa dos excluídos” escravos libertos” como o falecimento do primeiro patrono da Ordem Santa Cruz no Ceará, Padre José Antonio Maria Ibiapina, assume o patronato o Pe Cícero Romão Batista que, como segundo patrono da Ordem Santa Cruz assume toda sorte da problemática social o da exclusão do estado de uma política de integração do homem do campo e os Libertos a vagar em Canudos sob as diretriz de Antonio Vicente Mendes Maciel, que a pisada do Estado federal, os excluídos encontraram guarida em Juazeiro do Norte na pessoa do Patrono da Ordem Santa Cruz – Padre Cícero Romão Batista. A Omissão do Estado à época causou inúmeros problemas para a igreja Secular, principalmente para a diocese do Crato no cariri Cearense, como para a Ordem Santa Cruz – Penitentes - Santa Igreja de Roma.
O Filho ilustre do Crato Cícero Romão Batista assumiu toda dor do nordestino desgarrado, inclusive dando guarida a todos os irmãos da ordem e afins.
Uma diocese recém criada no Crato que precisava de toda uma estrutura de hierarquia para o seu desenvolvimento e integração da região no caldeirão de uma sopa cultural social e religiosa com a cobrança de um estado que nada oferecia, mas tudo cobrava não uma cobrança normal mais uma cobrança opressora e repressiva.
O Que fez a Santa Igreja de Roma diante da opressão do estado brasileiro para com os desvalidos do nordeste brasileiro?
Creio que diante da inoperância do estado a igreja começou a punir os seus, não por vontade ou ódio, mas por força de um estado opressor, ameaçador e selvagem.
O Objetivo deste artigo não é de ser o dono da história ou da verdade, a pretensão única é analisar os fatos históricos, religiosos e sociais com fundamentação teórica para novas problematizações e questionamentos.
Luiz Domingos de Luna. Mestre de Ordem, Ordem Santa Cruz – Penitentes – Santa Igreja de Roma, forania de Aurora aos 27 dias do mês de Janeiro, 2009.
Bibliografia:
O Padre Cícero por ele mesmo, Therezinha Stella Guimarães e Anne Dumoulim, Editor Vozes, 1983, Petrópolis, Rj Brasil.
Álbum Histórico do Seminário Episcopal do Crato, Em comemoração ao cinqüentenário de sua fundação 1875 – 1925 Rio de Janeiro TVP Rvp dos Tribunes-Rua d Carmo, 55.
Histórico da Diocese do Crato - Jubileu de Diamante da diocese Sob o governo de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, Mons. Raimundo Augusto, 1988 Crato Ceará.
Instruções Espirituais do Padre Ibiapina, José Comblin Edições Paulinas, 1984.
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| Um Giro no Cariri | 16/01/2009 03:35:07 |
Um Giro no Cariri.
Luiz Domingos de Luna
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A História da humanidade foi toda baseada na destruição do espaço geográfico para a preservação da espécie humana, milhares de espécies foram extintas pela ação contínua, dos seres racionais. O Ato destruidor do homo Sapiens está impregnado no DNA biológico e cultural; conscientizar o humano de que são desumanas suas ações para com a sua própria existência civilizatória é tarefa de gigante. Inconcebível à luz do pensar existencial e de sua carga genética cultural, advinda desde a era cenozóica no período do pleistoceno. Um grito isolado de defesa ambiental no meio da multidão soa como ridículo esdrúxulo. Creio que os devoradores do planeta são os grandes grupos empresariais, porém, eles fazem isto porque a vida no modelo atual exige isto, o qual é uma cadeia alimentar, social, política, econômica {...}, o padrão; parar isto seria parar o desenvolvimento da sociedade dentro do foco que conhecemos. Logo a questão ambiental está ligada à linha de consumo, hábitos que foram bem elaborados no processo histórico civilizatório da humanidade. Ora, O rio salgado no cariri cearense até meados de 1835 era um rio perene e saudável, hoje virou um esgoto do lixo cultural do cariri, porém, sem este esgoto não teria outra forma de desenvolvimento de uma das regiões que mais crescem no interior do Ceará. – Cariri, pela ótica do processo interativo de convívio humano conhecido e vivido, assim: ou se mata o rio ou se mata o cariri. Creio que, assim com os demais seres humanos estamos agindo na lógica da corrente do tempo no processo existencial. A Questão do grande lixão que estamos transformando o planeta terra é conseqüência de todo um processo civilizatório contido na epistemologia genética da humanidade. Mudar o curso da história, para a preservação do planeta terra; seria primeiro: a necessidade de mudar toda a forma de pensar, de agir, de existir - um novo renascimento. Agir isoladamente, com um aplicativo psicológico para amainar consciências as questões ambientais é mero paliativo. Enfrentar a problemática de frente teria que, antes, mudar toda uma mentalidade, toda uma forma de viver, onde todo o processo civilizatório consumista seria jogado no lixo e criado outro padrão humano para dar vida plena ao corpo vivo do planeta terra. É possível conciliar progresso, evolução, desenvolvimento econômico em escala planetária sem lesionar a bola azulada?
----------------Postado por Luiz Doomingos de Luna
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| Por Um Cariri Globalizakdo | 15/01/2009 12:10:43 |
Por um Cariri Globalizado
Luiz Domingos de Luna
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No sul do Estado do Ceará pontua uma região que desde os mais remotos tempos carrega em seus ombros todo um conjunto de “habitat humano” característico desde a consolidação da diocese do Crato, ao unificador Padre Cícero Romão Batista; há todo um manancial histórico, artístico, cultural, literário, centrado numa verdadeira fonte de talentos que pulverizam o Brasil nas mais diversos estados.
Sempre esta região foi contemplada por pontos de unificação de sua história que é um modelo de vida para qualquer agrupamento humano.
A chama de integração social deve ser uma constante para a preservação da identidade e da cultura peculiar ao povo caririense. O Ponto de coesão da estrutura social do cariri é um legado que deve ser renovado e repassado para as futuras gerações, para a continuidade do corpo vivo na história sul cearense, creio que, com o advento da internet, a capilarização da unificação desta região é um imperativo para o momento, assim compreendo que o fluxo normativo do pulsar existencial de todas as cidades que integram este eixo geográfico, poderia ter uma concentração mais uniforme e coesa, do contrário, poderemos dissipar pontos etnográficos que foram tão bem betumados, untados e unificados pela liga da religião, da cultura, da literatura, da história e finalmente pela própria arte do existir.
A Unificação da Mídia Caririense, desde o seu eixo central aos pontos tracejados do espaço/tempo na região é uma necessidade para dar continuidade a este corpo vivo, integrado, inteiro a bailar na pisada do poder do estrago temporal da existência do agora para o feixe de luz que haveremos de deixar para as futuras gerações, pois, o alimento intelectual do fazer no momento, com certeza, será o fabrico do tipo do mel que será consumido na história futura.
É dentro deste foco que entendo à necessidade de uma mídia, coesa, forte e integrada nas entranhas da própria história que levou dezenas de anos para a construção deste quadro epistemológico regional.
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----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| a questao fundamental | 12/12/2008 01:14:55 |
A QUESTAO FUNDAMENTAL
Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Onde vamos almoçar amanhã? Será que as batatinhas estarão no ponto? E o bife? Será que o garçom vai lembrar que o meu é bem passado? E a conta? Será que vai dar pra pagar? E se não der? Será que tem muitos pratos pra lavar neste restaurante?
São estas as grandes questões , que atormentam a humanidade, desde que o primeiro primata resolveu descer das arvores.
Até hoje o ser humano se pergunta, se isto foi realmente uma boa idéia.
Na verdade, em essência, esta é a grande questão existencial da humanidade.
O pensamento judaico cristão ocidental, acredita que deveríamos ter permanecido no alto das arvores. Já os orientais, pensam que o grande erro foi se aventurar pelas savanas. Enquanto os realistas crêem que não deveríamos nem ter saído do mar. ( Até porque, nos finais de feriado prolongado, voltar pra casa – peço perdão pelo trocadilho infame – é um martírio.)
Há mais ou menos dois mil anos atrás, pregaram um cara que andava muito mal vestido, em um pedaço de madeira porque ele costumava circular por aí dizendo coisas tolas, como por exemplo: “Amai-vos uns aos outros”.
Como é de conhecimento geral, este tipo de pensamento, não é exatamente o que os tecnocratas chamam de "pensamento pró ativo". Afinal, não é capaz de minimizar os custos e nem maximizar os resultados. Muito menos seria capaz de: "potencializar resultados, agindo de forma dinâmica nas estruturas que fomentam o mercado". (Claro que tudo isto sob a ótica de uns caras que andavam bem vestidos, e ganhavam a vida investindo em ações das companhias que fabricavam espadas)
Aconteceu que uns caras que também usavam umas roupas bacanas - e que eram os “bambambans” da época. Eram os reis da cocada preta, se achavam realmente o máximo, e não suportavam que o resto da rapaziada achasse que um cara fosse mais legal do que eles. Eram tipo o poder judiciário hoje em dia. - se aliaram aos caras que investiam no mercado de fabricação espadas, e que estavam tendo prejuízos consideráveis, por causa destas coisas tolas que o primeiro cara dizia, que resolveram pregá-lo em um pedaço de madeira, para ele ver o que era bom para a tosse.
Deste então, os caras que tinham roupas bacanas, e os caras que fabricavam espadas ficaram muito ricos. Uns compraram roupas ainda mais bacanas, e outros puderam diversificar seus negócios, e investir no emergente mercado de fabricação de pedaços de madeira em forma de cruz.
Mas as coisas tolas que o cara dizia, e que talvez, pudesse resolver algumas das tais questões fundamentais, por uma questão de semântica, nunca resolveu coisa alguma. O problema foi que ninguém conseguiu entender direito, o que o cara que foi pregado na cruz, quis dizer com a palavra “outros”. Alguns alegavam que “outros” era uma expressão muito vaga – e pediam a deus para que na próxima vez, que ele mandasse um cara pra ser pregado na cruz, que fosse um cara mais específico, que não usasse tanto de parábolas e metáforas – e abrangente, e que era preciso delimitar a extensão deste vocábulo para dar-lhe maior praticidade.
Ao final de acaloradas discussões, ficou definido que “outros”, seriam todos aqueles que forem da sua família ou da família da sua mulher, salvo os cunhados, pirralhos chatos e primos distantes.
Enquanto o pessoal discutia esta questão de semântica e retórica, os caras que faziam espadas, e que nunca se preocuparam com as tais questões fundamentais, ficaram com o tempo livre pra inventar a catapulta, a pólvora, o tresoitão carregado até a tampa, e a fissão nuclear.
A bomba de nêutrons aposentou definitivamente o uso da espada, e a publicação de: “O Espírito do Capitalismo e a Ética Protestante”, demoliu de forma irrevogável, o que ainda restava de bom senso nas palavras do cara que foi pregado na cruz.
Quem somos? De onde viemos? E pra onde vamos? São indagações que continuam sem resposta, mas apesar de não melhorar a situação, agora pelo menos, temos certeza que não conseguiremos pagar a conta.
Tomara que não sejam muitos os pratos.
----------------Postado por milimetro
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| Solicito informação | 03/10/2008 08:19:57 |
Prezados senhores
Estou lançando minha garrafa ao mar.
Sou um homem no final da terceira idade. Portanto, com o que menos posso contar é com minha memória. Apesar de minha médica ter sugerido o uso de uma agenda, até dessa esqueço.
Sou audodidata e a exemplo de Vladimir e Estragon, enquanto 'Godot' não chega, passo meus dias lendo, pois já não posso, por motivo de minha doença, sair à rua.
Muita leitura e uma memória que não ajuda, empurram-me no inferno da lembrança.
Li não sei aonde e nem de quem a seguinte citação que se segue, que é mais ou menos assim: "...aprendo mais lendo um livro de romance, Nabokov e....do que em livros de filosofia(?) e......".
Por gentileza, quem puder ajudar-me a lembrar o nome do autor e a citação correta, agradeço por antecipação.
Já enviei tantas mensagens, por isso agarro-me na afirmação de efeito da escritora argentina Graciela Cabal que diz: "a morte não leva um leitor que esteja lendo um livro ou que aguarde um para ler, pois ela é curiosa e quer ler com ele".
Será que vale para a minha citação?
Cordialmente
Luiz ----------------Postado por Luiz Fernando C. da Silva
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| Cartas de leitores ao JB | 15/09/2008 06:03:29 |
Neste fim de semana, o JB e todos nós amanhecemos mais pobres. Idéias, ideais, honestidade e coragem, somados ao desejo de um mundo melhor, faziam a figura de Fausto Wolff. Não há ninguém insubstituível, mas ele é o mais parecido com isto. Combateste o bom combate. E isso já é muito para os muitos que sequer saem das suas poltronas. Com meu permanente respeito, um até logo para você.
Juan Antonio Moya, Rio
Morreu Fausto Wolff, aos 68 anos, ele que foi um dos melhores jornalistas do Brasil, além de escritor de talento. Wolff era um humanista, idealista e grande defensor das coisas do Brasil. Ele representa um jornalismo que não existe mais, como o Pasquim dos anos 60/70, marcado pela irreverência, senso crítico, inteligência e bom humor. É uma grande perda.
Renato Khair, São Paulo
Li com profundo pesar a notícia da morte de Fausto Wolff. Com um currículo de vida simplesmente notável, era um dos mais brilhantes jornalistas brasileiros e orgulho para o nosso JB. Seu estilo ácido e jocoso aliado à grande capacidade de colher assuntos fundamentais e de real interesse deixará para sempre uma marca indelével no nosso jornalismo, com um profundo cheirinho de saudade.
Geraldo Siffert Júnior, Rio
Vão-se Caymmi, Jamelão, Haroldo Melodia, Dercy, Fernando Torres, Waldick e, agora, Fernando Barbosa Lima e meu guru Fausto Wolff, com quem tive o privilégio de beber uísque na Banda de Ipanema (foi minha maior vitória!). Por que estes políticos canalhas não morrem, hein? Creio que alguma coisa está errada neste Brasil.
Almir Bezerra, Rio----------------Postado por Leitor do Fausto no JB
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| Travessia | 13/09/2008 04:44:00 |
Travessia
Luiz Domingos de Luna
www. meninodeusaurora.com.br
A Parede da mente
Está quebrada
No conflito da estrada
É reviravolta somente
Á águia está lá
A asa ferida
Sem guarida
Sempre a voar
A água agitada
Tem que passar
Furacão no ar
Força anulada
Na superfície a pisar
O mergulho da morte
É o único suporte
Que espera chegar
Tremulante momento
Uma chuva de vento
A águia a carregar
Rasteja na onda
Como uma lona
O espaço ganhar
A asa dobrada
Tão fatigada
A praia chegar
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| GRANDE FAUSTO WOLFF !!! | 12/09/2008 06:38:44 |
Nestes últimos anos, Fausto Wolff era leitura diária e obrigatória para mim. Fausto era a voz daqueles que desejavam um país mais digno, justo e humano. Exatamente como era o próprio Fausto Wolff. ----------------Postado por Walter
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| Até | 09/09/2008 01:34:24 |
Até logo, velho Lobo. Já está brindando com a turma toda aí do céu?----------------Postado por Antônio Salazar Fagundes
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| Perdemos nosso comandante | 06/09/2008 12:41:56 |
Na semana da pátria, o Brasil perde um de seus filhos mais devotos.Comandante Fausto Woff, descanse em paz.
Fraternalmente,
Thiago Damato----------------Postado por Thiago Damato
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| Soneto para Fausto Wolff | 06/09/2008 08:13:24 |
Soneto para Fausto Wolff/
De Carlos de Oliveira a Fausto Wolff,
Eu li todos cronistas importantes,
Li Hélio Pellegrino, Paulo Francis.
E guardo das leituras que me trouxe/
A generosidade de um macho
Dos últimos que vi fazer imprensa,
Com ânsia de quem sente muita pressa
E nunca de patrão fez-se capacho./
Poeta, romancista, socialista,
Contista de primeira qualidade,
Em Fausto nunca vi faltar verdade,/
Nem nunca vi faltar veia de artista;
Nos deixa em sua obra um legado,
Viveu como ninguém, deixou recado.
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Fausto viverá em sua obra. | 06/09/2008 02:23:22 |
Fausto Wolff representou a independência verdadeira de uma imprensa comprometida com o poder institucional e com o grande capital , os princípios defendidos acima de tudo e das consequências que vieram à sua vida profissional por acreditar em um projeto de humanidade melhor do que este apresentado pela sociedade do consumo.
Me lembro de quando o li pela primeira vez em PASQUIM 21, e o acompanhei fielmente até hoje, do impacto que me causou a sua escrita. Como uma lâmina afiada que não tolerava a injustiça e o sistema selvagem do capital que o provoca. Em seus livros e artigos, fazia de um conto uma crônica da decadência dos valores das classes favorecidas economicamente , denunciava a degradação da democracia-liberal-capitalista, enaltecia os simples, debochava do comprometimento dos seus pares jornalistas com as pautas pré-fabricadas pelos ordenadores-editores do controle social.
Mesmo assim, escrevia no JB de hoje com a beleza da inteligência e independência, que lembrava , no seu cantinho no segundo caderno, a forma de se fazer um jornalismo livre, crítico e comprometido com as classes populares e sua emancipação cultural , política e econômica.
Li recentemente “O Homem e seu Algoz” e fiquei estarrecido como as palavras e as idéias o obedeciam e delas , Fausto fazia o que bem queria, em nome do bem que queria aos humildes.
Vá espírito livre das amarras do dinheiro e do poder, vá com Deus, que você dizia não acreditar, mas quem demonstrava tanto amor aos despossuídos e excluídos, terá a obra da vida aprovada pelos que sofrem. Sofreremos pela ausência da tua sensibilidade!
http://wallacecamargo.blogspot.com----------------Postado por Wallace Camargo
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| Genocídio Anunciado / Morte de índios isolados do noroeste de mato grosso | 30/08/2008 06:21:40 |
Genocídio Anunciado
Qui, 17 de Julho de 2008 21:49
Remanescentes de um povo indígena lutam pela sobrevivência no meio a destruição da floresta por madeireiros e grileiros de terra.
A FUNAI os conhece por PIRIPKURA desde a década de 1980. Os indigenistas no ano passado fizeram o terceiro contato com dois remanescentes deste povo. Depois de mais de um ano de trabalho na região aonde habitam os índios, a Frente de Proteção Etno Ambiental, da Coordenação Geral de Ïndios Isolados da FUNAI, concluiu que os índios vivem um cerco imposto pela invasão de seu território através do saque de extração madeireira ilegal e por grilagem de terra da floresta amazônica. Se a o Estado Brasileiro não intervir através da Portaria de Restrição de Uso, paralisando as atividades não indígenas na região, assistiremos a mais um genocídio de um povo indígena. Desta vez, o Estado não poderá alegar desconhecimento.
O próximo dia 7 de agosto fará um ano que indigenistas da Fundação Nacional do Índio realizaram o re-contato de dois remanescentes de um grupo de índios isolados que vivem entre os estados de Mato Grosso e Rondônia, na margem esquerda do Rio Branco, afluente do Rio Roosevelt. Depois do contato, Tikun, um dos índios, teve que ser levado para Ji-Paraná, em Rondônia, para ser operado, voltando somente em novembro para o acampamento da FUNAI.
Mondeí, o segundo índio, voltou para floresta sem Tikun. Em dezembro, Mondeí foi novamente encontrado, agora com a ajuda de Tikun, que voltara da cidade no mês anterior. Durante 10 dias os índios permaneceram no acampamento da FUNAI. No dia 18 de dezembro, preferiram voltar à floresta. Era o início de mais um capítulo da história destes sobreviventes com a Fundação criada para garantir os direitos indígenas. Responsável por dar condições para sua sobrevivência física e cultural, garantindo para isso o direito originário sob suas terras. Direito este que o estado brasileiro, mesmo depois de o primeiro contato feito por indigenistas da FUNAI em 1989, um segundo em 1998 e este ultimo em 2007 não foi concretizado através da publicação da Portaria de Restrição de Uso ( Ler Breve Histórico e acesse links abaixo). Essa portaria é a ferramenta legal que permite a paralisação das atividades econômicas na região. Tal paralisação é urgente em função da velocidade com que o território destes índios é devastado, por meio da extração madeireira ilegal, dos Planos de Manejos, geralmente irregulares, e da grilagem de terra.
Estes dois índios remanescentes, Tikun e Mondeí, são os sobreviventes do povo Piripkura, que receberam esse nome de outro povo, os Ikolen/Gavião. Em Tupi-mondé, Piripkura quer dizer borboleta. Os Piripkura tradicionalmente dividiam-se em pequenos grupos que percorriam grandes extensões de território em pouco tempo.
“Como borboleta, Piripkura uma hora tava ali, depois ali”, conta Catarino Sabirop, cacique Ikolen. Há 60 anos atrás, antes da invasão branca, os Ikolen disputavam o mesmo território com os Piripkura. Com a chegada dos brancos, os índios foram impedidos de percorrer essas grandes extensões de terra. Iniciou-se, principalmente depois das década de 1970/1980, um processo de confinamento e genocídio aos Piripkura, que no momento atual chegou ao extremo.
Em abril de 2007, a Frente de Proteção Etno-Ambiental Madeirinha, da Coordenação Geral de Índios Isolados da FUNAI, retomou os trabalhos na região com o objetivo de descobrir se os Piripkura ainda estavam vivos. Desde 1998, não se tinha informações sobre eles. Durante os trabalhos, impressionou a equipe a devastação da região. Realizou-se o contato e após a volta dos Piripkura para a mata, a Frente continuou na região levantando e documentando área que os índios ocupam assim como a os impactos das atividades econômicas dos não índios.
Confrontando os dados recolhidos durante este período em mapa, é nítido o cerco que estes índios sofrem. Seus caminhos tradicionais que percorrem em função do ciclo das águas e de produtos de sua coleta, foram cortados propositalmente por estradas abertas por fazendeiros, madeireiros que são antigos conhecedores da existência dos Piripkura e da região onde
vivem.
É Importante também lembrar os relatos dados por Tikun à indigenistas da FUNAI, durante os três momentos que conviveram com os Piripkura, sobre a história de massacres patrocinados pelos brancos durante a invasão de seu território.
Em função deste histórico de genocídio e de destruição da floresta em que vivem, é que se esperava rapidez na interdição da área ocupada pelos índios. O que não aconteceu.
”Estamos constituindo um grupo de trabalho para fazer a interdição e identificação da área, que é um dever nosso. É protegê-los” declarou o presidente da FUNAI, Márcio Meira, em entrevista ao jornalista Felipe Milanez, em matéria publicada na revista Carta Capital edição 468, de novembro de 2007.
Outro motivo que fazia acreditar na rapidez na publicação da restrição de uso é o fato de que a região Piripkura, incide na região 51 Madeirinha / Roosevelt, que o governo brasileiro, através da Portaria N 9 de 23/01/2007 do Ministério do Meio Ambiente, definiu como região de preservação prioritária. Ressaltamos ainda que a região mencionada foi classificada como de Prioridade Extremamente Alta para a realização de ações visando a preservação ambiental. A mesma classificação recebeu no item Importância Biológica. É conhecida a eficácia na preservação ambiental das áreas destinadas aos povos indígenas, sobretudo de povos isolados, mesmo diante das dificuldades dada a falta de estrutura da FUNAI e IBAMA.
Documento produzido pelo sr. Walmir de Jesus, então gerente executivo do IBAMA de Ji-Paraná, em junho de 2005, levantava as irregularidades dentro das propriedades que incidem no território Piripkura. Entre eles: Celso Ferreira Penço (Fazendas Samauma, Mudança, Paralelo 10, Mudança, Central, Madeirinha) e Fazenda Barradão, de propriedade de João Garcia. No referido documento, o então gerente do IBAMA anotava:
”Em cinco anos, Celso Ferreira Penço foi responsável pela extração ilegal de 180 a 200 mil m3 de madeira, sendo que o mesmo não possui (em seus nome) nenhuma serraria. Porém existem 3 serrarias localizadas em suas terras”
Em outro trecho do documento, o funcionário denunciava a aquisição ilegal de armas no Paraguai (seis de calibre 12, e 20 quilos de munição) por Penço. De 2005, época da denuncia do sr. Walmir, nada mudou.
É dentro deste contexto que a Frente de Proteção Etno Ambiental Madeirinha atua com o objetivo de resguardar os remanescentes
Piripkura, sem contar com o respaldo legal da restrição de uso para estancar o roubo da floresta amazônica e o cerco aos Piripkura.
Devemos frisar, também, que as atividades madeireiras aumentam neste período de estiagem. É também a segurança da equipe que nos preocupa na região pois não temos efetivos jurídicos para fazer cumprir o Art.231 da Constituição Brasileira (são reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens).
A FUNAI é ciente da existência dos Piripkura e de sua região de ocupação desde 1984. Época em que indigenistas desta fundação tinham informações e convívio com outros índios deste grupo. Desde então, o Estado brasileiro tomou o caminho da omissão no que diz respeito ao direito territorial destes índios.
Não há outro caminho que o Estado brasileiro possa tomar para efetivar a segurança dos Piripkura que não seja a Publicação Imediata da Portaria de Restrição de Uso. Com isso, e não se submetendo a interesses econômicos e políticos locais, o Estado brasileiro poderá se redimir, em fração diminuta, pelo menos da omissão dos últimos vinte ao povo Piripkura.
Breve Histórico
Entre setembro e outubro de 1984, a pedido de Apoena Meirelles, então Delegado da 8º Delegacia Regional da FUNAI e da equipe de Avaliação do POLONOROESTE, a Equipe da Pastoral Indigenista da Diocese de Jí-Paraná – Rondônia, realizarou levantamento sobre a existência de índios arredios nos limites da Fazenda Mudança com o objetivo de
“...constatar a veracidade de informações que falavam sobre a existência de índios arredios que há decênios tem como área de ocupação efetiva os próprios limites da fazenda e imediações, visando assim , desenvolver estudos de identificação e levantamento ocupacional por parte dos índios para uma posterior interdição da área por eles habitada”.[1]
Informações de índios isolados eram relatadas pelos peões das fazendas limítrofes da acima citada, assim como pelos índios Gavião, seus vizinhos, que os denominavam como Piripkura na região entre os rios Branco e Madeirinha, afluentes da margem esquerda do Rio Roosevelt.
Os trabalhos dos indigenistas da Pastoral/OPAN não só constataram a existência do grupo, provavelmente Kawahiva, como chegou a conviver com eles na Fazenda Mudança. Os índios mantinham visitas a sede da Fazenda Mudança. Durante o “levantamento surgiu a oportunidade de se manter contato permanente até o fim dos trabalhos, com dois membros desta comunidade”.[2]
Em 20 de setembro de 1985, pela Portaria No 1938/E constitui-se Grupo de Trabalho sobre a delimitação de área indígena entre os rios Madeira e Branco. Participaram dos trabalhos a indígena Rita Kawahiva, membro do grupo isolado. No Relatório Sobre os índios Arredios Localizados Entre os Rio Branco e Madeirinha, Município de Aripuanã, concluía-se : “... que a área em questão é indígena, podemos já afirmar com absoluta certeza” .
Tal afirmação era respaldada pelo número de informantes: Rita, membro do grupo indígena, o gerente da Fazenda Mudança, João Lobato, indigenista da OPAN que manteve contato durante os trabalhos do ano anterior com índio do grupo isolado, assim como os vestígios encontrados pelo GT que “reforçam a convicção de tratar-se de área habitada por grupo indígena”.
No entanto os membros do GT discordaram sobre os encaminhamentos a serem tomados pela FUNAI em relação a área deste grupo arredio. Sydney Possuelo, coordenador do GT, defendia que só depois do contato se poderia subsidiar definitivamente área a ser identificada pela Fundação. O indigenista Lobato, no entanto, defendia que já possuíam informações suficientes para que se delimitasse a área do grupo.
Em 1988 a FUNAI oficialmente cria a Frente de Contato Madeirinha, para localização e contato com os índios da região Branco/Madeirinha. Em 1º de maio de 1989, a equipe teve o primeiro contato com dois indígenas, e até meados de 1992 a equipe deu continuidade aos trabalhos, com o intuito de levantar toda a área de ocupação dos Piripkura[3].
Nesta expedição de maio, Rita estava presente e apontava a existência de mais índios. Os dois índios, então chamados de Tititi e Curumim, hoje Tikun e Mondei, respectivamente, contaram a índia que há tempo haviam se separado de grupo de 10 a 15 pessoas, adultos e crianças. Tititi , ou Tikun, se dispôs a indicar o local aonde se encontravam seus parentes, o que foi feito, mês depois. A expedição não encontrou o suposto grupo. Depois desta expedição, os dois Piripkura voltaram para a mata[4].
Em 1992 a chefia do Departamento de índios Isolados da FUNAI, desloca a equipe da FC Madeirinha da Referência do Igarapé dos Índios para o Pontal do Juruena, paralisando os trabalhos em tal referência. Em 1998 o índio Curumim, ou Monde’í, aparece doente na Fazenda Barradão, a FC Madeirinha retorna ao local para dar assistência aos índios, sendo que Monde’i fora deslocado até Porto Velho para tratamento de saúde. Curado, a equipe retorna a área e os índios voltam para a floresta e a Frente para o Pontal em 2000. Além da falta de assistência que a FUNAI relegara estes índios, soma-se neste período;
“ o risco de sobrevivência dos ‘Kawahib do Madeirinha’é potencialmente agravado pela chegada de frentes madeireiras na região das cabeceiras do rio Madeirinha... Incide sobre esta região ocupada pelos Piripkura cerca de 11 PMFs (Plano de Manejo Florestal), especulação fundiária e um complexo de 40 serrarias que se deslocaram de Aripuanã para essa região na década de 1990. Os Gavião/Ikolen tem reiteradamente denunciado a invasão das terras Piripkura, e já realizaram 3 expedições ao local junto com a FUNAI/NAL Jí-Paraná[5]
Em 2007 retomam-se os trabalhos da agora, Frente de Proteção Etno-Ambiental Madeirinha, com expedição realizada em abril de 2007. Realizando-se o re-contato em 7 de agosto.
Observa-se no histórico dos Piripkura com a FUNAI, que mesmo diante de todas as evidencias; o elevado número de testemunhos sobre a existência de grupo indígena na região, vestígios e os contatos com três dos índios Piripkura ( Rita, Tikun, Mondei), e do trabalho de campo realizado pela Frente, o processo fundiário que resguardaria a segurança física e cultural dos Piripkura, nunca foi concretizado.
Fontes Consultadas
AZANHA,Gilberto - Relatório Antropológico Circunstanciado de Identificação- Terra Indígena do Rio Pardo Kawahiva do Mato Grosso)
CANDOR, Jair, LEAL Jorge Luis Marafiga - Isolados da Fazenda Mudança/ Rondolandia-MT, Abril/2007, FPEAM-CGII.
HARGREAVES, Inês - in Relatório Técnico No 005/2004 MPMT
LOBATO, João Carlos de S., - Levantamento sobre a Existência de índios Arredios nos Limites da Fazenda Mudança”.
Links
http://cartacapital.com.br/edicoes/468/contato-na-selva/view
http://viajeaqui.abril.com.br/ng/materias/ng_materia_269541.shtml
----------------Postado por Leonardo Lênin
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| Rio de Sangue | 20/07/2008 09:42:43 |
No Brasil somos todos bonzinhos. Aprendemos a não falar alto dos absurdos para que os defensores (do Absurdo) não nos ouçam e, assim, não nos recriminem.
Somos tentados todos os dias a flertar com a idiotice e a pasmaceira geral quando alguns dos defensores do absurdo tentam nos explicar o por que de suas atitudes. e diretrizes. Vejamos agora com atenção as explicações técnico-políticas para a barbárie que se instalou no Rio de Janeiro, quando policiais e bandidos praticam tiro ao alvo em pessoas inocentes, como se fossemos nós apenas ratos num quintal sujo a alegrar a farra de moleques com estilingue e espingarda de chumbinho.
Agora , não temos que fugir apenas dos caçadores de votos úteis , mas também dos caçadores da fama instantanea, embebidos na saga de Wagner Moura e CIA, aqueles que esperam acertar, com uma série de tiros desastrados, o alvo fugaz do sucesso, matando um "gangster" tropical, e assim, quem sabe, almejando se tornar um ELIOT NESS em versão tupiniquim .
Nossos intocáveis homens da lei lamentavelmente acreditam messianicamente que estão no caminho certo, como mostram seus pronunciamentos na mídia, desde que este caminho não cruze a porta de suas casas, a esquina de suas vidas pessoais, mantendo-se seus entes queridos longe da chacina de inocentes que mancha este rio de vergonha.
Rio manchado de sangue e da nódoa fétida da burrice do nosso "status quo " político.
----------------Postado por Paulo
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| Bolsa-estupro( por Lilian Maial) | 17/06/2008 08:25:27 |
O "Bolsa-estupro"
Lílian Maial
Eu já escrevi sobre o "Estatuto da Igualdade Racial", descalabro governamental com apoio de algumas entidades, num ato de retrocesso, incitando ao “appartheid” brasileiro. Mas agora as coisas estão tomando um rumo muito mais perigoso. Estamos diante da volta ao cerceamento das liberdades individuais, da volta à repressão, à censura, numa tentativa de “consertar um erro” com outro pior, mais grave e mais significativo.
O Projeto de Lei n°1763/2007, que cria a ''bolsa-estupro'', para evitar que mulheres abortem, é um absurdo, um atentado ao pudor! A proposta está em tramitação no Congresso, e prevê pagamento pelo Estado, por 18 anos, de um salário mínimo mensal às mulheres vítimas de estupro.
O aborto, em tais casos, já é permitido, no Brasil, desde o Código Penal de 1940 – só que ninguém obedece e, quando a mulher é liberada para o aborto, na maioria das vezes, a criança já nasceu (e, se bobear, já estará maior de idade, servindo, caso não tenha morrido na miséria e no desamor de um filho não desejado, resultado de uma das inúmeras violências cotidianas a que somos – independente de sexo – expostos como brasileiros).
O "bolsa-estupro" pretende, nas palavras dos autores do texto, os deputados Henrique Afonso (PT-AC) e Jusmari Oliveira (PR-BA), "dar estímulo financeiro para a mulher ter o filho". O relator, José Linhares (PP-CE), padre da Igreja Católica, deu parecer favorável ao pagamento da mensalidade...
Ora, não se trata de calar a boca da mulher vítima de violência, muito menos de “alimentar” (com um salário mínimo) o filho do crime hediondo. Trata-se, isso sim, de um retrocesso nas lutas pelos direitos femininos, como os dos negros, no tempo do escravagismo. Trata-se de uma vergonhosa proposta de incentivar, ao contrário, o descontrole de natalidade, para criar uma nova China inflada de miseráveis. Trata-se, de forma indireta, de incentivo ao estupro!
Se isso passar, estará atestada a incompetência ampla, geral e irrestrita do governo federal, estadual e municipal. Nossos representantes na Câmara e no Senado coadunando com a violência maior, que é o vilipêndio em troca de esmolas, mais uma vez.
Isso sem falar no lucro que tal bolsa deverá gerar para “não se sabe quem”, porque uma criança não sobrevive bem apenas com um salário-mínimo, mas alguns certamente depositariam muitos dólares e euros em contas no exterior.
Como diz o Dr. Aníbal Faúndes - especialista em obstetrícia, professor titular aposentado da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e coordenador do Comitê de Direitos Sexuais e Reprodutivos da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (Figo): -”Não tenho dúvida de que o zigoto [primeira célula da fertilização] não tem o mesmo direito da mulher".
Com ele partilho a noção de que há necessidade de descriminalizar o aborto, associada a políticas mais eficazes de métodos contraceptivos e de controle familiar, e de que o dilema de ser a favor ou contra é falso, porque a maior parte das pessoas, senão todas, é contra o aborto, inclusive a mulher que o faz. A solução não é condenar a mulher. Se fosse, nenhum aborto seria praticado, mas não é o que se vê. A pergunta é: por que se condenar apenas a mulher, e não o homem, que muitas vezes, abandonando a mulher, a obriga a ter que interromper a gravidez? Por que quem deve pagar a conseqüência é só a mulher pobre, já que a mulher rica tem um aborto seguro, em clínicas como a dos países desenvolvidos?Por que insistir em não enxergar que as complicações do aborto saem muito mais caras do que o aborto seguro, feito no hospital, tanto para a mulher, quanto para o governo, quanto para a sociedade em geral?
Não há que se criar “bolsa-estupro”, mas se intensificar e levar com seriedade a educação sexual nas escolas, a igualdade de poder de decisão entre os sexos, plena informação e acesso aos métodos anticoncepcionais, além de proteção da mulher que queira ter o filho.
Se uma funcionária engravida, perde oportunidades, não é vista com bons olhos e, quando volta, é demitida pelos patrões, notadamente aqueles contrários ao aborto. Não é irônico?
Escolas católicas não acolhem meninas grávidas, porque é um mau exemplo. Indiretamente ensinam que, para estudar, têm que abortar!!!
E a mulher que já tem filhos, é casada, mas tem de trabalhar para poder manter a família? Se engravidar, ou fica com o bebê ou mantém o emprego.
O mais estranho é que é aquela pessoa que se declara contra o aborto, a que mais se opõe a todas as medidas que o reduzem. São contra o DIU, a pílula, contra a educação sexual nas escolas, contra a divulgação na imprensa televisiva.
Se as pessoas imaginam que, pelo fato de a lei não condenar, a mulher vá preferir fazer o aborto para evitar a gravidez, é pensar de maneira bastante leviana sobre a mulher. Ela não gosta de abortar, ela sabe dos riscos. Se o faz, é porque não tem alternativa.
No caso de legalização do aborto, nas classes altas a situação seria quase a mesma, uma vez que ela já faz um aborto seguro. Já a mulher pobre, sobretudo adolescente, poderá fazer um aborto em vez de ter um bebê não desejado, ou ter sua vida ceifada nas mãos de curiosas ou similares.
Cada indivíduo deveria ter autonomia para tomar sua decisão, direitos de tomar posições sobre sua conduta. Como se propala, o direito de cada um termina quando começa a infringir o direito do outro. E, na questão do aborto, estão o direito da mulher sobre o seu corpo e os direitos do embrião. E este, um conjunto inicial de células, não tem o mesmo direito da mulher. Ninguém pode determinar em que momento eles começam a ter direitos semelhantes. O que se propõe é uma similaridade em relação à morte cerebral marcando o fim da vida. Assim, o início da vida é marcado pela atividade cerebral. E, definitivamente, não há relação entre neurônios até 12 semanas de gravidez.
As entidades de defesa da mulher lutam contra o “Bolsa Estupro” de maneira ferrenha, considerando como algo, no mínimo, deplorável e ,no máximo, de uma atitude vil e selvagem, assim como o criminoso que perpetra tal crime.
O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) protestou contra o projeto-de-lei 1763/2007, e aprovou, por unanimidade, uma carta de repúdio ao projeto, que foi entregue ao seu relator na Comissão de Seguridade e Família, pela representante da Rede Feminista de Saúde no CNDM, Lia Zanotta. A carta também foi protocolada na Secretaria da Câmara e distribuída aos demais deputados da comissão. Conforme expresso no conteúdo da carta, o projeto está em contradição com o Código Penal de 1940, que garante a interrupção voluntária da gravidez, em caso de estupro; com a Norma Técnica do Ministério da Saúde, que assegura esse direito; com a Constituição de 1988, e com as reivindicações das mulheres construídas democraticamente e referendadas nas duas Conferências Nacionais de Políticas para as Mulheres.
O documento lembra ainda dos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil nas Conferências do Cairo (1994) e de Beijing (1995).
“A Constituição Brasileira estabelece que ter filhos é uma decisão da cidadã e que o estado deve fornecer os meios necessários para que se possa exercer esse direito com dignidade. Isso não se garante com um salário mínimo, conforme previsto no PL em questão”, destaca a carta.
É preciso que se pense em como uma mulher luta penosamente na vida para trabalhar, ganhar seu sustento, ter uma vida e, de repente, por um ato hediondo, ter sua vida totalmente modificada à sua revelia, recebendo um dinheiro que irá integralmente para esse filho indesejado, lembrança eterna de tal ato, além de nunca mais se sentir à vontade com outro homem na hora do sexo. E, pior, a lembrança do estupro toda vez que olhar para aquela criança, sem falar no que dizer, quando a criança perguntar quem é o pai.
Esse é um projeto descabido, irracional e perigoso. Nenhum país no mundo possui tal barbaridade. Isso é uma falsa caridade com dinheiro de nossos impostos! Esses parlamentares aproveitam para inventar projetos ditos sociais, com finalidades escusas.
Não podemos deixar que isso aconteça, sob o risco maior de ter nossa segurança física e ideológica atrelada ao poder dos dribles dos que deveriam ser nossos representantes, mas que só representam o absurdo de seus próprios pensamentos toscos.
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Sem bronca | 09/06/2008 03:00:20 |
Oi, Fausto e demais leitores: uma forcinha para um novo autor:
LUA QUEBRADA
Um professor e sua aluna. Tudo os separa, nada os une. A não ser a paixão. Uma paixão sem limites, vivida com toda a intensidade da experiência e da juventude. Um livro forte, pela emoção, pela cumplicidade, pelo erotismo. Uma história que mexe com todos os sentidos do leitor, até a última linha. Experiência única na Literatura Brasileira, LUA QUEBRADA é um livro imperdível e inesquecível.
Autor: Isaias Edson Sidney
Publicação da Biblioteca24x7.
Só disponível pela Internet, no endereço abaixo (categoria: ERÓTICO).
http//www.biblioteca24x7.com.br
Obrigado.
O próprio.
----------------Postado por Isaias Edson Sidney
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| LUTE POR UMA SOCIEDADE COERENTE! | 27/05/2008 10:18:52 |
Lute Por uma sociedade coerente
Luiz Domingos de Luna
www.revistaurora.com
Nós que nos aprofundamos nas leituras de jornais, revistas, livros, muitas vezes varamos noites pesquisando a história do dia a dia da formação de nossa sociedade, com sangue suor e lágrimas, estamos diariamente, dando a nossa contribuição para o aprimoramento educacional e intelectual de nossa gente. Esta profissão de fé é uma entrega total, a continuidade, ao zelo, pelo Estado Democrático de Direito. A democracia é um imperativo para que possamos quebrar as arestas dos males presentes e construir um país, onde as brechas que originam os tumores sociais sejam de fato, sanadas ou fechadas, porém compreendo que o fatalismo, a naturalização das idéias pessimistas, o pensar que estamos diante do caos, em nada colabora para a restauração de um novo espaço político. Dificilmente acrescentamos algo de novo ao espaço social ou político quando, fazemos criticas novas com costumes envelhecidos, com regras obsoletas, nós não podemos e não devemos se a palmatória do mundo, nem tampouco achar que estamos presos na gaiola do egoísmo concentrador, por que o nosso ponto de vista não é levado a sério, ou porque o mínimo lógico, o obvio não está sendo praticado, outrossim é relevante pensar que, vez por outra, passamos por momentos delicados com relação a costumes e valores éticos, mas renunciar a nossa cidadania, alimentar o ódio, ou rancor quando a paisagem sócio política não corrobora com as nossas aspirações, isto não deve ser motivo de desilusão, fracasso ou derrotismo gratuito,pois em nada colabora para o bem estar da espécie humana enquanto aglomerado social. Penso que o Brasil é um manancial de problemas, pois basta ver as suas dimensões continentais, e nossa história é toda baseada numa colonização escravocrata, e mais do que isso, dogmática e maniqueísta, é preciso que tenhamos essa compreensão para entender que o processo cultural, político, religioso, não é feito de forma abrupta e tem uma duração efêmera, É dever nosso, compreender que a harmonia entre o Estado e a Sociedade é algo buscado pelo homem desde o surgimento do homem na era cenozóica, no período do pleistoceno. Assim compreendo que a humanidade tem dado inúmeros saltos positivos no aspecto da convivência com seus pares. Assim, urge a necessidade de saber que as futuras gerações carregarão nas costas os nossos acertos, ou os nossos erros, que logo serão incorporados ao processo cultural que levarão muitos anos para serem modificados, pensando desta forma , creio que a nossa função é procurar aprimorar o nosso espaço cultural, social e político com a base epistemológica conseguida com tanta dor e sofrimento pelos nossos antecedentes.
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| Quem tem medo de quem | 25/05/2008 06:04:30 |
Minha mãe e evangélica, eu particularmente ate tentei mas não consegui me enquadrar nos moldes Senhor-Servo que e pregado em todas as igrejas, me considero então um agnóstico convicto. Moro em um conjunto habitacional que considero de classe media mas que vem ao longo de anos sendo ilhado por um crescente numero de favelas.
Certo dia minha mãe saiu com algumas “irmãs” para fazerem um serviço de ação social pois elas estavam desenvolvendo um projeto para ajudar pessoas carentes, minicursos de corte e costura, pintura de tecidos e coisas do tipo. Não precisaram ir muito longe pois bastaram alguns passos, cerca de cem metros a partir de casa, para que ela caísse num aglomerado que ela definiu como uma favela das mais miseráveis, pessoas morando em barracos armados sobre um pântano, um lugar totalmente impróprio para que um ser humano fizesse a sua morada.
O que me chamou a atenção foi o relato dela de sua chegada à dita favela. Segundo ela, logo ao adentrar aquela comunidade perceberam que havia alguns homens, mal encarados, tatuados com toda a pinta de bandido e olhavam fixamente para elas mas os rostos daqueles homens expressavam MEDO! Eles estavam assustados com a presença daquelas pessoas estranhas, invadindo o território deles, com que propósito? Deviam se perguntar calados. Medo de ambos os lados, uma tenção que foi passando assim que elas começaram a explicar o motivo de estarem ali.
Minhas perguntas são: No que está se transformando esta sociedade? Estamos como sob um encantamento em que aparecemos como monstros uns para os outros. Onde isso vai dar? Existe volta para este processo? Quem são os responsáveis? Terminaremos como num episodio de “Caverna do dragão” em que em um labirinto mágico guerreiros de um mesmo exército se destruíam ao verem no outro o reflexo dos seus medos mais profundos?
----------------Postado por Williams Lima
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| A quem pertence a Amazônia!? | 18/05/2008 09:00:50 |
A resposta, a pergunta do The New York Times, para mim é simples e imediata: “A Amazônia é nossa” como bem disse Romeu Tuma. A Amazônia é nossa em primeiro lugar, não é de Americano nem de Europeu nem de ninguém mais. Period. É claro que não podemos fazer o que bem entendermos com ela, isso não. Mas não podemos cair no conto de que ela é “patrimônio da humanidade”, por que sabemos que os EUA faz guerras e tem a hipocrisia de dizer “God bless the America”, são loucos e genocidas, e tem a História para provar, não protegem ninguém senão seus próprios interesses. Também assinaram, mas não ratificaram, o protocolo de Kyoto, porque não atende aos interesses econômicos deles, e por ai vai.
Se alguém tem que se levantar como super-herói defensor da Amazônia, pois que seja o brasileiro, isso é possível, não somos intelectualmente nem culturalmente inferiores a ninguém. Podemos fazer isso. Al Gore que se dane.
----------------Postado por Williams Lima
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| Mídia | 09/05/2008 02:07:24 |
Motor Primeiro das Discussões da Mídia Brasileira
Ler o observatório da imprensa é ler o Brasil conjunto “em partes o todo" ou "o todo em partes" considero o observatório da imprensa o palco vivo das discussões da mídia Brasileira, tem suas falhas, assim como qualquer instituição, mas o poder de debate do observatório é tão forte, tão coerente que a mídia tem melhorado muito com a presença do observatório, este filtro democrático, da mídia brasileira, responsável a meu ver, por uma mídia investigativa, séria, e o que é melhor, em constante aprimoramento. Participar do observatório da imprensa é ser um pedacinho do espírito livre e democrático que permeia a alma do brasileiro. Os 10 anos do observatório é a certeza plena de que neste tempo o Brasil,na suas páginas, sempre foi tratado com um país que dá certo, um país onde a democracia é o imperativo "Motor primeiro" para o cotidiano do povo brasileiro.
Luiz Domingos de Luna, Mestre de ordem, Ordem Santa Cruz forania de Aurora no estado do Ceará, aos 09 dias de abril,2008.
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| Avançoes científicos VS defeitos na socieade humana | 26/04/2008 01:23:29 |
Os desenvolvimentos científicos e tecnológicos oferecem ao homem a possibilidade dele próprio construir uma sociedade melhor, dando a oportunidade de solucionar problemas de transporte, saúde, educação, etc. e lhe permite criar um ambiente mais agradável onde novos indivíduos possam crescer conscientes do seu papel como mantenedores de uma sociedade limpa em todos os sentidos. Mas quando esses desenvolvimentos contrastam com o aumento da pobreza, da violência, da corrupção e desrespeito a tudo e a todos é porque algo de fundamental está faltando. Já não suporto mais a falta de disposição, por parte dos que tem controle sobre os meios de comunicação, em levar informações que eduquem e não que imbecilizem, assim como não suporto mais a pré-disposição destes a propagar costumes vulgares e no sense. Um exemplo do que quero dizer, um exemplo ridículo, um jornal aqui de Belém do Pará, chamado Amazônia, traz todos os dias na página principal: A foto de uma mulher seminua, a La Playboy sobreposta a outra de alguém ensangüentado morto em algum acidente chocante ou assasinado brutalmente. Sangue, nudez, violência e gosto pelo grotesco, logo de manhã, sinceramente me dá náuseas, e isso fica martelando na mente das pessoas até chegar ao ponto em que elas já não se sentem incomodadas e passam a aceitar essa situação como algo natural. Um meio de comunicação tão importante, uma tecnologia tão revolucionária para ser usada de forma tão pobre e infértil. Com a informação inútil e vulgar a sociedade estagna e tende a retroceder, sem valores e sem parâmetros os choros e as lamentações se multiplicam, as pessoas são incapazes de evitar os problemas e só conseguem se dar conta deles quando já é tarde demais. Ir a lua não tem importância alguma se ainda existem pessoas morrendo de fome aqui na terra.
----------------Postado por Williams Lima
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| 17/04/2008 11:38:12 |
Prezados
gostaria de enviar um artigo sobre as coleiras, braceletes e tornozeleiras que vão colocar nos presos de Minas e outro sobre o Senado brasileiro. Tentei enviar por este canal mas o espaço e pequeno.
meu e-mail: ceede@uol.com.br----------------Postado por José Luiz Quadros de Magalhães
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| Senado pra que? | 17/04/2008 11:35:20 |
SENADO PRA QUE?
José Luiz Quadros de Magalhães
Em 2007 a absolvição pelo Senado do Senador Renan Calheiros trouxe revolta em parte da opinião pública brasileira. Algumas vozes passaram a defender o fim do Senado Federal, outras mais moderadas a fusão das duas casas o que pode significar a mesma coisa por caminhos diferentes e uma linguagem menos agressiva. Como de costume, passados alguns meses, uns escândalos a mais, ameaças de CPI’s, que vão transformando o Congresso Nacional em comissariado de polícia, o que definitivamente não é sua função, e ainda a longa discussão da CPMF com a irresponsável extinção do tributo por razões meramente partidárias, o tema do bicameralismo e unicameralismo foi rapidamente esquecido. Naquele momento, as razões para extinção ou fusão das duas casas eram muito mais emocionais do que técnicas, mas despertaram em muitas pessoas a vontade de compreender a finalidade e utilidade desta casa legislativa em nossa história, especialmente sua finalidade e utilidade contemporânea.
Para que o Senado cumpra sua função constitucional é fundamental um reforma. Acreditamos que da forma como funciona atualmente o nosso Senado, mais do que desnecessário é uma instituição ruim para a democracia e para o nosso federalismo.
O Senado, no contexto histórico institucional e constitucional da republica democrática instituída no Brasil a partir de 1988, é desnecessário, e mais do que isto, pode ser prejudicial, uma vez que não cumpre sua função de casa de representação dos entes federados, distorce a soberania popular fundada no sufrágio igualitário universal (que proíbe a existência de voto censitário ou qualquer outra forma de pesos diferenciados de votos para os cidadãos brasileiros), e ainda é históricamente marcado por uma majoritária representação de elites políticas e econômicas conservadoras, famílias que se alojam no poder, perpetuando um familismo extremamente prejudicial para a idéia de Republica e impedindo reformas e transformações que a Câmara muitas vezes poderia promover.
Em nossa Constit----------------Postado por José Luiz Quadros de Magalhães
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| A CULPA É D0 POVO. | 11/04/2008 12:48:18 |
No nosso caso, é dessa nossa sociedade clase média cega, hipócrita, burra, ignorante e conformista. Este sim é o núcleo de todo o mal que aflora em nosso cotidiano, e que está nos levando ao caos. O nazismo serve como exemplo, distante em vários fatores mas com a mesma lógica. Nos dias de hoje, digo dos anos 70/80 pra cá, está muito difícil para uma criança criada no morro/favela, evitar a marginalidade, o tráfico e respectivamente se der bem nessa vida. Este é sem dúvida um sério problema, assim como o trabalho escravo, a prostituição infantil, a falta de saneamento, escolas, saúde...Isso pra não ficarmos só nas grandes cidades.
Aí você se (des)conecta à nossa glaucomizada mídia e tem que ouvir e ver as caras e bocas e engolidas secas de tristeza destes Willians e das Fátimas e Pelajos da vida.
Que os ingleses e a porra toda da união européia se comova com o caso Madelaine ainda vá, não é sempre que uma menininha morre enquanto os pais sorumbáticos surubeiam. Na noruega, jovens incendeiam igrejas milenares e chocam a população, no Japão suicídio coletivo, na América assassinatos na escola.... e aqui?
A menina Isabella, jogada de um apartamento da zona norte de São Paulo, o menino da Barra arrastado pelo carro, a vadia milionária que matou os pais,... E o pobre coitado do povão fica chocado. O povo sabe dos casos, dos nomes, o povo comenta, o povo chora. Chorou até pela princesa Diana. Imaginem as lágrimas quando a rainha morrer.
Que rainha? A dos baixinhos ora bolas.----------------Postado por Rodrigo Mautone
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| minuto de silêncio | 24/03/2008 12:31:38 |
chega
esse minuto já durou demais
já não mata nem alimenta catar
restos de 60
numa boca de 60
chega
paciência é pra quem tem
o que esperar
de quem não tenta
reclamar?
não tem de que?
o que fazer num mundo
e tal
ta tudo bem
ta tri legal
agora o sol é que é
o mal
agora
hora de dor e movimento
guevara com coca
cola
lá fora ainda rola uns cartaz dedo emv
neguinha vem
vambora
vaidade é sonho
senhora
agora
arrogância anti elegância
terrorismo anti burrice
com a burrice mística da ingenuidade
com a ingenuidade burra do misticismo
com o misticismo burro da ingenuidade
com a ingenuidade mística da burrice
com a caretice de quem vê tudo
muito ideologicamente
chega, porra
isso é isso
que fala baixo e nem fussing nem fight
rambo fez pela gente
e o exterminador exterminou
homer tentou consertar
mas eu tinha umas cervejas e a gente ficou bebendo
depois teve o gil que virou ministro
não pelos diminutos, mas porque o tempo
chico, então
disse que na verdade ele sempre achou graça
só
com uma ou duas
colhidas entre as atrizes
e que na verdade
o negócio é achar graça
é uma pena, dizem
não se pode querer ser inútil
e caetano segue em si mesmo
onanismo
ensinando
a comer
sem passar fome
cumé?
vamo ou não vamo?
pra que?
ta difícil se mexer.
tem ponto final em tudo.
medo triste
medo mudo
esse minuto já durou demais
chega?
----------------Postado por Paulo Pappen
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| Trabalhismo - Ontem e Hoje | 23/03/2008 08:47:47 |
TRABALHISMO : ONTEM E HOJE
O PTB antigo, pré-64, foi fundado por Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola, entre outros.
E o novo PTB ? Sim, é novo PTB, que não tem nada a ver com o PTB pré-64. Quem diz isto ? Que há o antigo PTB e o novo PTB ?
Vejamos:
1. Sergio Zambiasi ( atual senador do PTB do Rio Grande do Sul ), num artigo intitulado POR QUE APOIO BRIZOLA ?, publicado no Jornal do PDT de agosto de 1989, na página 4, escreveu no último parágrafo :
“ E o PTB do Rio Grande do Sul está nesta luta. Todas as suas lideranças, os vereadores entraram com forte propósito de apoiar Brizola, porque nós entendemos o seu trabalho, o respeitamos, e quando era do PTB antigo foi o melhor governador que tivemos, Por isto, temos agora a obrigação de devolver a ele tudo o que Brizola fez pelo Rio Grande do Sul.”
2. Quando do episódio do Roberto Jefferson com o Mauricio Marinho, aquele dos Correios, o advogado e jornalista BENSION COSLOVSKI entrou com uma representação na Câmara dos Deputados contra Jefferson, questionando suas atitudes, elencando 28 ANTECEDENTES, sendo o primeiro:
“ O requerente orgulha-se de ter sido um dos fundadores do novo Partido Trabalhista Brasileiro, nos idos de 1981/82.”
Notem bem : Zambiasi fala do “PTB antigo”, o fundado por Getúlio, João Goulart e Brizola, ao passo que Bension Coslovski cita o “ novo Partido Trabalhista Brasileiro “, fundado por Ivete Vargas.
Apenas a sigla é a mesma.
Na peça BAILEI NA CURVA, de Julio Conte e outros, muito famosa, há uma personagem, a Gabriela, que, num texto sobre a peça, é apresentada como uma pessoa “ que sonha ser médica e o pai é sindicalista ligado a tradição popular do antigo PTB de Brizola”.
Tem mais: o jornalista Carlos Castelo Branco, que por mais de 20 anos escreveu uma coluna sobre política no Jornal do Brasil, na época da fundação do PTB atual, o novo, num artigo intitulado O PTB DE HOJE NÃO É O PTB DE ONTEM, escreveu, no último parágrafo:
“ ..... Três adesões foram decisivas para gerar o novo PTB, o PTB não getulista: Jânio Quadros, em São Paulo, que no passado teve o apoio de quase todos os partidos menos do PTB; Sandra Cavalcanti, herdeira do lacerdismo e Paulo Pimentel, egresso do sistema de Ney Braga, fundador e secretário geral do PDC. Com isso o PTB ganhou viabilidade eleitoral mas perdeu seu vínculo com o passado. A legenda tem outra destinação e outro futuro que não são os de restabelecer a pálida reminiscência do prestigio de Getúlio Vargas e João Goulart.”
Ainda mais: na revista VEJA de 14.05.80, sob o título PTB SOB MEDIDA, com o subtítulo O PROCURADOR AJUDOU IVETE QUE AJUDA O GOVERNO, está escrito, sobre a perda da sigla por Brizola : “ sigla tirada de Brizola e dada à Ivete Vargas, com a ajuda de Golbery e do procurador geral da Justiça Eleitoral na época, Firmino Ferreira Paz. “
Já o ex-deputado Helio Duque, num artigo intitulado UM TESTEMUNHO, a determinada altura escreveu :
“ Leonel Brizola preparou-se para reorganizar o PTB, mas foi vitimado por Golbery que, autoritariamente, entregou, via Justiça Eleitoral, a sigla à Deputada Ivete Vargas, cujo marido, Paulo Martins, trabalhava para o “bruxo”. Diante do golpe, Brizola cria o PDT.”
Por sua vez o ex-deputado Sinval Boaventura, em entrevista ao Jornal OPÇÃO, ante a pergunta ,
É verdadeira a história de uma reunião na casa do então deputado Simões da Cunha, na qual a deputada Ivete Vargas (PTB) teria contado que saíra de um encontro com o general Golbery e este revelou que ia projetar o sindicalista Lula para ser o anti-Brizola ?, respondeu:
A Ivete Vargas disse que tinha estado com o ministro Golbery, na chácara dele, e que ele dissera que precisava trazer o Brizola para o Brasil porque ele estava se tornando um mito muito forte fora do país. Que era melhor ele voltar e disputar eleição, porque assim perderia o prestígio político. Fui ao Golbery e ele confirmou a conversa com Ivete. Explicou que sua estratégia era estimular a imprensa para projetar o Luiz Inácio da Silva, o Lula, um grande líder metalúrgico de São Paulo como uma liderança inteligente e expressiva, para ser preparado como o anti-Brizola. Sou testemunha dessa tese do general Golbery.
Sergio Gobetti, no jornal O Estado de São Paulo, em 06.10.2006:
“ O PTB já foi motivo de inúmeras disputas, como a da ex-deputada Ivete Vargas, sobrinha de Getúlio, com o ex-governador Leonel Brizola. O Líder trabalhista, quando voltou do exílio, tentou ficar com a sigla, mas quem levou a melhor foi Ivete. Embora o atual PTB não tenha vínculo político e ideológico com o velho trabalhismo, continua lucrando com a popularidade da sigla, que só perde em antiguidade para o nome do PCB (Partido Comunista Brasileiro), de 1922.”
Quando ainda estava no PDT, Eloi Guimarães, então vereador, numa homenagem à Getúlio Vargas, na Praça da Alfândega, ao criticar os falsos trabalhistas, disse que “o PTB está usurpando o trabalhismo e traindo suas idéias.” Hoje ele é o Presidente Estadual do PTB que ele dizia ser usurpador.
Por fim, Mauro Santayana e Flávio Aguiar, em artigo sobre Brizola, tão logo ocorreu sua morte, escreveram a determinada altura:
“ Mas antes de se esvair, o regime de 64 conseguiu seu maior triunfo contra o trabalhismo, roubando a sigla do Partido Trabalhista Brasileiro de seu herdeiro legítimo, Leonel Brizola, que retornava do exílio. O “PTB” perdeu sua profundidade histórica e o próprio lastro trabalhista, virando hoje, um “nome fantasia” como outro qualquer.”
O PTB antigo é o PDT de hoje, fundado por Brizola, que foi um dos fundadores do PTB antigo.
----------------Postado por Sergio Oliveira - bancário aposentado
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| Aumento do Salário Mínimo/Seguriade Social | 23/03/2008 08:42:18 |
O AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO, DOS QUE RECEBEM
ACIMA DO MÍNIMO E A SEGURIDADE SOCIAL
Tivemos o aumento do salário mínimo, que passou de R$ 380,00 para R$ 415,00, ou seja, 9,21% de acréscimo. Para os que recebem mais de um salário mínimo o aumento é de 5%. Diante disto, muitos dos que recebem um pouquinho acima do mínimo, como acontece anualmente, passarão a receber o salário mínimo, pois, caso ficassem apenas com o aumento dos que recebem acima, receberiam menos de um salário mínimo, o que, por lei, não pode. E assim, ano após ano, como já escrevi várias vezes, os aposentados vão tendo seus benefícios diminuídos, devendo chegar um dia em que todos receberão apenas um salário mínimo.
Por que não é possível dar o mesmo percentual de aumento para todos ?
A resposta padrão é “o déficit da Previdência Social”. A mesma balela, lorota de todos os anos, separando, como já citei em textos anteriores, a mesma da Seguridade Social.
A Constituição de 1988, a Constituição Cidadã, instituiu o Sistema de Seguridade Social, que compreende a Assistência Social, a Saúde e a Previdência Social. A Seguridade Social ( já escrevi sobre isto várias vezes ) tem várias fontes de receita que permitem pagar todas as despesas da mesma e ainda sobra dinheiro ( superávit ). De 1995 a 2006 este superávit, esta sobra, foi de R$ 339,234 bilhões. Faltam os dados de 2007 que, obviamente, terão como resultado o superávit, a sobra.
E por que se fala tanto no “déficit da Previdência Social “, que a mídia, fazendo o papel de sabujo do Governo, tanto cita em suas matérias, tendo como fonte o INSS, isto é, o Governo, como aconteceu no jornal O Estado de São Paulo de 02.03.2008 ?
Para justificar que a Previdência Social tem que ter novas Reformas, principalmente no item idade ( dizem que estamos vivendo mais ), fazendo com que, cada vez mais, os trabalhadores (as) tenham sua aposentadoria retardada, aposentando-se mais velhos. Só que, é só observar os obituários de jornais, ao morrerem terão desfrutado pouco do júbilo, a aposentadoria. Isto que nos obituários de jornais são publicados anúncios de pessoas de uma melhor condição de vida. E aqueles que sofrem as agruras de uma vida miserável ?
Seguidamente vemos apresentadores de rádio apresentado como símbolo do trabalho empresários que, estando com mais de 80 anos, ainda estão na ativa. Ora, convenhamos. Comparem a vida deles com as dos empregados dele. A renda deles com o que pagam aos subordinados. É muito diferente.
O INSS, o Tesouro, O Governo, para justificarem as reformas de Previdência Social, fazem questão de citar o tal “déficit”; todavia, outros setores do mesmo Governo não fazem isto.
No trabalho Seguridade Social e o Financiamento do Sistema Único de Saúde – SUS no Brasil, de junho de 2007, do Ministério da Saúde – Secretaria Executiva – Área de Economia de Saúde e Desenvolvimento - Núcleo Nacional de Economia de Saúde, na Tabela 1 – Resultado do Orçamento da Seguridade Social ( 2002 – 2007 ) é comprovado o superávit da Seguridade Social, tal como muitos técnicos, notadamente os da ANFIP (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), já demonstraram.
Isto prova que a falácia do “déficit da Previdência Social” é apenas, e tão somente, para justificar Reformas da Previdência, cujos resultados sempre prejudicam os trabalhadores e trabalhadoras de nosso País.
----------------Postado por Sergio Oliveira - bancário aposentado
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| cronistas | 29/02/2008 02:23:40 |
Fausto Wolff, todo o dia leio o Jornal do Brasil, depois de ler o globo, já que restou muito pouco do jb que conheci em minha adolescência.De O Globo o que me faz rir são só as tiras do HenFil e Hagar o Horrível e do JB, as suas crônicas, incrivelmente amargas e extraordinariamente divertidas. Muitas vezes parece que roubaste meus pensamentos. Minha humilde, porém sincera admiração.És dos poucos cronistas que realmente tenho prazer de ler.
----------------Postado por lh, o garcia
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| Quando acabar o maluco sou eu | 27/02/2008 06:05:30 |
Quando acabar o maluco sou eu – Williams Lima
Já há algum tempo é que venho dando mostras de que minha paciência está se tornando um recurso cada vez mais escasso nesse já limitado espaço que é o meu cérebro. Hoje durante o almoço minha mãe, com ares de preocupação, me motivou a procurar ajuda médica pois acha que, como ela vem me dizendo há anos:
“...isto não é normal. Se aborrecer com essas coisas...veja, eu estou sujeita as mesmas situações mas não me sinto nem um pouco incomodada...se cai uma agulha no chão você pira...”.
De fato, não deve ser normal alguém se aborrecer a ponto de ficar louco por estar no seu quarto lendo e degustando suavemente uma parte de O dia em que comeram o ministro e um debilóide, eunuco mental como diria Fausto Wolf, abrir o porta-malas do carro, em frente a minha janela, e despejar a gosto sem dó nem piedade nem pedir licença, toneladas de decibéis da mais pura música de periferia.
Desculpem-me os periféricos mas o gosto musical de muita gente que mora na periferia (infelizmente estou nela), é, para ser gentil, duvidoso. É lixo que cheira mal aos meus ouvidos. Na verdade é até mesmo uma blasfêmia chamarmos tal manifestação vulgar de música.
A falta de respeito de muitas pessoas chega a cruzar as fronteiras do absurdo. Certo dia às três horas da madrugada tinha um cara desfilando com sua "noise machine" com o porta-malas levantado e o som ligado, nas alturas. Que droga, o que será que se passa na cabeça desse indivíduo? Terá ele perdido totalmente o respeito pelos próximos a ponto de agir como se o mundo fosse apenas ele? O que o faz pensar que eu quero ouvir a barulheira que ele próprio dentro do carro não ouve? Mas a minha mãe acha isso normal.
Se tudo é normal e eu estou me incomodando com essa normalidade, então só posso concluir que eu, se não me tornei, busco ser um anormal. Sinto como se o mundo tivesse se tornado um grande hospício de normais e eu terminei enjaulado como um louco do lado de fora.
Raulzito estava certo, "Quando acabar o maluco sou eu".
----------------Postado por Williams Lima
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| A Favelização das metrópoles | 14/02/2008 12:30:15 |
As metrópoles brasileiras não estão crescendo, mas sim, inchando; logo teremos uma grande favela com uma pequena metrópole no centro. Tudo isso se dá graças à falta de políticas publicas sérias em benefício da sociedade. O Êxodo rural, o desemprego, uma educação caótica, uma saúde em UTI, uma infra-estrutura em frangalhos. Toda solução mágica é puro paliativo. Porém, enquanto não se tiver a consciência plena de que o conjunto estando bem todos estão bem, ou seja, que o patamar da mediana da sociedade é quem define o bem estar coletivo. Todo o corpo social, sofre, se abala e chora. (Claro, o probema já vem de muitos anos, décadas... porém o que se busca é a solução)----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| Os cartões | 12/02/2008 01:03:54 |
Os Cartões
Senhor, preciso de sabedoria.
Na minha comunicação
Não posso corromper minha nação
Com o minha farra ou alegoria
Destruir a luz da democracia
Festejar um natal que passou
Um gasto se desperdiçou
Na desconstrução da cidadania
Não posso ser cupim
Nem a ferrugem do aço
Pois cada desação que faço
Prejudico a todos e a mim
Que eu tenha responsabilidade
E lealdade com minha nação
Que eu somente use o cartão
Para o bem estar da sociedade
A Podridão da ganância
É a arma do fraco ignorante
A força do ser pensante
Nas mãos da história
Já foi colocada
Que eu leia no cartão
Não roubou
Não deixou roubar
Não torrou
Não deixou torrar
A história de uma pátria
Que está sendo edificada.
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| Enchurradas e o saldo do carnaval | 06/02/2008 08:27:39 |
Fortes chuvas deixaram centenas de desabrigados em vários bairros da Gde. Florianópolis, alguns dias antes do carnaval. Nos dias de folia, São Pedro colaborou e foi curtir na Marquês de Sapucaí. Entre as ocorrências "normais" para esta época (brigas, asssassinatos, vândalismo...), uma me chamou atenção. Uma menina com três dias de vida foi abandonada num banheiro do terminal de ônibus no centro da capital, na terça-feira de carnaval por volta das 15:30h, junto a ela a "mãe" deixou um bilhete dizendo não ter condições de cuidar da criança e que estava desesperada. A menina passa bem e está sob cuidados da maternidade onde nasceu. Se desse a luz em outra época do ano talvez o destino desta criança fosse outro, mas não acredito que melhor. A mulher tem 33 anos e sete filhos.----------------Postado por Rodrigo Mautone
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| Um mistério | 05/02/2008 08:53:35 |
Um mistério/
O pé que amassa a vinha amassa a ira,
E o vinho que bebemos nos conforta,
Mas há quem fique bêbado e pira,
Matando uma mulher atrás da porta./
E nesse homicídio vil e torpe,
Bebida com mistério se mistura.
O sangue escorrido o ralo entope,
E o assassino é triste figura./
Está sem condições de responder
Ao interrogatório da polícia,
Nem lembra do facão de puro aço./
O corpo ele não pode esconder,
Estupro não foi visto na perícia.
Ninguém o conhecia no pedaço./----------------Postado por Fabio Daflon
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| Foliões | 24/01/2008 12:29:05 |
RODRIGO/ FOLIÕES
Dizem que o manezinho da ilha é mandrião e só quer saber de pescaria e cachaça.Isto é uma grande injustiça. Um exemplo de determinação deste povo são as pessoas que estão na fila a mais de 12 dias e ficarão até o dia 28/01, quando serão abertas as bilheterias para a venda dos ingressos do desfile das escolas de samba de Florianópolis.Brava gente!
Fonte da informação: Programa notícia na manhã (22/01) rádio CBN diário florianópolis.----------------Postado por Rodrigo Mautone
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| Viva Floripa | 23/01/2008 12:58:25 |
Tem se falado muito de floripa, muita gente já se mudou prá ca e muitos virão.A cidade é uma beleza só, não é aquela loucura dos gdes centros urbanos.Os primeiros a chegarem por aqui foram os gaúchos, continuam chegando, são muitos.A gaúchada comesou a invasão em massa mais ou menos no início da década de 80.O termo invasão não é exagero, mas não interpretem como algo agressivo,pois se há rivalidade ela é sadia.E isso é típico do manézinho, povo pacato, de bem com a vida.Atualmente são os paulistas que chegam em abundância.Contra estes não a hostilidade alguma,nem piadinhas como as de gaúcho, isso é bom. Conheço um senhor natural aqui da ilha,seu apelido é Biga,aposentado na faixa dos 50, muito boa gente, gosta duma cervejinha, um bate papo.Seu biga, depois de umas comesa com a ''sesão nostalgia''. ''_ Eu não me conformo com oquê fizeram com a ilha, eu me criei ali... na lagoa da conceição pescando camarão.Naquela época não existia nada disso, essa poluição, esse trânsito...Isso é culpa dessa gaúchada mal educada, desse bando de turistas que vem passar a temporada e acabam voltando de mala e cuia.Seu biga fala sem o menor constrangimento.Biga meu querido já te disse que estás atirando pro lado errado, a culpa é de quem vendeu a ilha, dos governantes que não souberam administrar a chegada do progresso, cresceu o olho deles biga, vai reclamar pros Amin, pros Bornhausen, conversa com o Cesár souza júnior que vai ser prefeito.Hoje está comesando a ter algum controle quanto a ocupação irregular,pra construir aqui na ilha tem que ser da noite pro dia. Em meados do ano passado surgiua operação moeda verde para investigar irregularidades de construtoras,conseções ''dadas'' por vereadores, deputados...Agora é um pouco tarde pra tudo isso não é seu biga? _Pois é meu filho, deixaram construirem um shopping (o maior Iguatemi já construido no Brasil) em cima do mangue... agora é tarde. Em breve envio outras histórinhas aqui da ilha da magia.----------------Postado por Rodrigo Mautone
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| 09/01/2008 03:06:08 |
Gostaria de saber do Fausto sobre um bajulador do FHC chamado Reinaldo azevedo. Mandei um comentário para o blog dele mas ele só publica comentários de outros bajuladores do FHC----------------Postado por gus
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| Margareth/ | 05/01/2008 11:37:27 |
A empacotadora Margareth
Trabalha numa fábrica por turnos,
É rápida ao encher a sua pélete,
Prefere os horários diuturnos./
Embora não conheça amargura,
Opera sua máquina por ter
Os filhos cuja barra ela segura,
Sem ter os pais ao lado pra manter/
Meninos de dois homens diferentes.
Pois é com o seu mínimo salário
Que come e alimenta seus rebentos./
A mãe também ajuda com duzentos
Reais, muito importantes, necessários,
E o pai já está morto faz bom tempo./
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Historinha factível----- | 03/01/2008 11:43:54 |
Minha história/
O pai era vigia duma indústria
E outras ambições jamais nutria,
Se viu desempregado sem provento
Na idade em que a curva faz o vento./
Então fui trabalhar como doméstica
Em casa de um burguês, de gente rica!...
Ganhando bom salário criei asa
E vivo em mansão ao invés de casa./
Mas lá no meu casebre tudo falta
E logo encolhi minhas espáduas,
Das três partes que ganho cedo duas./
O pai enfurecido me dá tapa
E nunca reconhece minha luta,
Pensando que por fim eu virei puta./
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Reminiscências | 03/01/2008 10:30:14 |
Aurora, uma janela para o céu
Luiz Domingos de Luna
Pedi permissão ao tempo
Nas asas do pensamento
Voando vai minha ilusão
Pelos caminhos obscuros
Da minha história esquecida
Momentos de vida vivida
Na mais linda sedução,
Pois ainda em tenra idade
Deixei minha cidade na construção do meu futuro,
Sonhei, lutei, na selva humana,
ganhei o meu troféu de herói,
construi minha cabana tenho o meu transporte
meu trabalho é o suporte da minha vitória suada,
Neste pais eu andei, ralar como eu ralei, lutar como eu lutei dia e noite, noite e dia, busquei no íntimo de minha alma, a estabilidade sonhada
Na poeira de uma estrada que ainda hoje percorro.
Hoje vivo nas metrópoles, nos mais diversos lugares,
Adquiri meu espaço com a força da determinação do aço,
Já me vi em pedaços, mas hoje a minha força é a vitória do que faço.
Consegui o que queria numa luta bem renhida,
Luta que se renova no amanhecer a cada dia.
Sou um aurorense firme, tenho a minha própria história
Na janela da memória vivo a minha própria emoção
Em ver minha querida cidade respirar o hálito oxigenado,
Que ao mundo me trouxe a luz, na grandeza do momento,
Em meu apartamento a lembrança me seduz,
Do rio salgado, as cachoeiras, na beleza de nossa feira,
Do caldo de cana ao aluar, da tapioca ao beiju
Do melaço da rapadura ao canto do sabiá,
Naquelas noites estreladas os fogos, reisado,
O apito do trem, as missas bem demoradas,
As renovações bem tiradas, as serenatas cantadas.
De manhã a passarada num canto de louvação.
Aquelas horas batidas no sino bem compassado, era sinal de finados,
Ou o repique tocado de um anjinho que ao céu subiu,
Todos para a ABA numa inocência fecunda
Tinha quadrilha, arrasta pé, ao som de uma vitrola, era uma festa junina,
Tinha bandeira, tinha roça, tinha quermesse, e quadrilha, broa de milho, quebra-queixo, pão de ló, tinha desfile.
Nesta janela, eu vivo o tempo que não passou, pois ser aurorense é preservar a sua história.
Guardar no canto da memória o seu lindo e singelo amor,
Um amor a toda hora, que em todos nós aflora o cheiro forte e polido.
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| Miopia Humana | 03/01/2008 10:12:47 |
deuteronomioarte@bol.com.br
www.meninodeusaurora.com.br
wMiopia Humana
É um grande desperdício
Ao irmão discriminar
qual seja sua orientação
ou sua forma de pensar
pois quando eu externo opinião
espero me respeitar
mas como posso exigir isso
se não sei: ao outro tolerar?
precisamos entender
a heterogenia social
para não ignorar
a opção existencial
é o estilo do homem
de uma sociedade - a acelerar
chega de rótulos idiotas
de preconceitos rotulados
lutemos pela liberdade
harmonia da sociedade
e da vida só bem estar
deixai aos seres humanos
a sua paz,
liberdade
de ser,
de viver
De pensar.
Pois todos somos iguais
na biologia molecular
fomos e somos
46 cromossomos.
compreenda as preferências
entenda as diferenças
para poder se respeitar."
Luiz Domingos de Luna
----------------Postado por Luiz Domingos de Luna
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| Soneto para o Natal e o Ano Novo: | 20/12/2007 10:51:19 |
Fim de ano.../
/Natal e Ano Novo se aproximam,
As luzes são de festas e as vitrines
Esbanjam coloridos, que oxímoro!
Espero que este Ano enfim termine.../
Pois gosto de sentir que o tempo passa...
Enquanto enrugada está a passa
Que sirvo no meu prato com peru
E tudo mais que encontro no menu./
Um cálice de vinho levo à boca,
Tim-tim, agora brinco o reveillon.
E o tempo agora roda no salão.../
Mas sempre lembrarei da velha roca,
Do tempo que derramo tom sur tom,
Do sino que balança o coração!.../
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Sobre um artigo | 09/12/2007 01:44:09 |
Sr. Fausto Wolff
Todo o dia leio pela manhã o Jornal do Brasil e a primeira leitura é sua crônica das quais muitas eu guardo. Hoje, “Mascaras mortas” sensibilizou-me bastante, daí minha liberdade para lhe escrever. Já
entrada nos anos confesso que ainda gostaria de conhecer a Rússia,já que Veneza, antigo sonho,
realizei. Diante das cruéis barbaridades cometidas por brasileiros e em particular cariocas de todas
camadas sociais ,classes políticas e outros, tão bem descritas, cometidas contra não só Copacabana
mas ao Rio de janeiro como um todo, procurei refletir.
Não sou eu só que assim penso porém, sei que faço o que posso para que esta cidade volte a ser Mara-
vilhosa como antes.
Quanto a Veneza que me referi acima è parte de uma crônica também brilhante lida no mesmo dia e
mesmo jornal “Carnê de Viagem” escrita pela jornalista Anna Ramalho.
Conclusão: se já não reconheces a Rússia ,custa a reconhecer o Brasil, e Veneza não é mais a mesma
que me encantou um dia, que fazer dos meus sonhos? Esperar que um dia todos tivessem coragem e vergonha na cara para podermos “andarmos altivos e orgulhosos”. Temo que para mim esse dia chegue um pouco tarde demais.
Obrigado por suas tão diretas e competentes observações sobre os novos tempos e da alma humana.
Nerly Brissac Peixoto
Rio de Janeiro 8 de Dezembro de 2007
Fonte:Jornal do Brasil – caderno B da mesma data.
----------------Postado por Nerly Brissac
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| Olympia | 07/12/2007 10:34:56 |
No Portal Literal - o site da literatura brasileira, organizado por Rubem Fonseca, Lygia Fagundes Telles, Zuenir Ventura e Luis Fernando Veríssimo - até o dia 10 de dezembro, está aberta a votação para eleger os 10 melhores romances de 2007; lá, além de votar, o leitor precisa escrever um comentário sobre o romance. Meu voto vai para o romance Olympia de Fausto Wolff; o comentário agregado aquele voto transcrevo abaixo:
Meu voto vai para Olympia, sexto romance de Fausto Wolff, publicado pela Editora Leitura; não só por conter reflexões sobre literatura, religião, arte, política, ciência, vida e morte, mas, principalmente, por desmistificar cânones literários, como faz com os deuses do Olimpo, uns idiotas que vivem manipulando os terrestres (como fazem os políticos com os cidadãos de hoje em dia), além de criticar certos elementos da teoria literária como a metalinguagem, escrevendo que muitos escritores de priscas eras já utilizavam esse recurso sem saber que metalinguajavam. O romance é de um escritor marxista, que dimensiona o Cristo como ser humano, no máximo da mesma estatura de um Nelson Mandela. No pós- fácio do livro há referência a uma nova teogonia de Fausto Wolff, concordo com a tese, há coerência, pois quem conhece a obra do autor, ou que tenha lido pelo menos alguns dos seus outros livros como O lobo atrás do espelho, À mão esquerda e outros e que acompanhe suas crônicas no Jornal do Brasil, sabe o que o lobo pensa: que somente o homem pode ser seu próprio algoz e que portanto, como escreveu Drummond, de quem o autor é fã confesso, há que se viver a vida sem mistificações. Em sua prosa, Fausto Wolff desmistifica Afrodite, Apolo, Zeus; desmistifica a Virgem Maria, Cristo e o Espírito Santo. Colocando sempre o ser humano em primeira plana, seja para desmascarar canalhas, seja para exaltar bondade, aquela bondade que Montaigne escreveu que só pode ser exercida com esforço. Esforço que o escritor realizou meio a problemas de saúde e que estimula a quem gosta de literatura seguir no conhecimento da sua obra completa. De certa forma, Fausto Wolff é o nosso Lima Barreto da pós-modernidade, pois encontra-se mais compromissado em afrontar a realidade inóspita que o homem inventou ( ou reinventou ) no início do terceiro milênio, do que em vender seus livros imediatamente. Somente por esse grande motivo o Lobo permanecerá. ----------------Postado por Fabio Daflon
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| Andei contemplando a morte | 05/12/2007 09:44:04 |
Hoje estive contemplando a morte.
No velório de um médico de meia-idade, todos choravam. E eu com meus pensamentos. Que, provavelmente, também passaram pela cabeça de outros. Que ironia! Depois de salvar tantas vidas, não conseguira salvara a si mesmo. Após ter acompanhado tantos em seus leitos de dor, se fora sozinho ter um encontro com a dama inexorável que é a Sra. Morte.
Olhei à minha volta e todos ensimesmados e quiçá, muitos como eu, chorassem, não pela perda, não pelo terror diante da morte, mas pelas incertezas diante de suas vidas ou “quase-vidas”. É nessas horas que o luto velado mostra sua face. E olhamos aterrorizados para a dama que escarnecia de nós, pobres mortais, que tantas vezes nos achamos poderosos; apenas fantoches de nossas fantasias e delírios encenando uma tragicomédia onde o pano de fundo é a realidade crua.
Após mais um detido olhar e perdida na infinidade de flores que foram enviadas para acompanhar o corpo sem vida, mais uma vez pensei na ironia: Nem flores tão belas, nem instalações apresentáveis sanam tanta dor.
Então o corpo se foi, pronto para incandescer nas chamas do crematório.Oxalá, tenha muitas vezes incandescido de êxtase durante a vida. Será que isso ajuda a subir aos céus com mais leveza? Ninguém poderá afirmar isso.
Deixei o cemitério e caminhei sozinha alguns quilômetros. Tentei contemplar a vida que continua. Lá fora uma realidade contrastante, os sons eram outros, o burburinho de vida que tenta seguir em frente. No meio da pobreza a vida se insinuando de um jeito persistente.
Alguns moços comentavam sobre o baile, no salão de cabeleireiro, a moça queria evidenciar seus encantos de fêmea. O trabalhador braçal carregava seu fardo debaixo do mormaço. Nas igrejas, clamavam misericórdia divina.
Carros velhos circulavam e as pessoas seguiam indiferentes de que ali perto tanta dor ser evidenciava..
Olhei para uma calçada e alguém dormia sem saber se eu passava ou se tinha reflexões. Mais á diante, um cachorro morria todo acometido pela sarna e já não se importando mais com o alimento que alguém lhe dera, talvez numa tentativa de aplacar mais a consciência que propriamente salvar o cão.
O mormaço queimou minha pele sem filtro solar. Fiquei na dúvida se isso era importante... e continuei caminhando...
Neste momento, sentada refletindo sobre quão fugaz é a vida, num dilema para saber se estou me esforçando para viver ou apenas me deixando morrer, a única coisa que me ocorre, na companhia de um sorriso mordaz é: que merda!
----------------Postado por Luciana Rosa
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| O ABC do Fausto Wolf | 05/12/2007 09:08:44 |
Bom dia!
Foi entre 1989/1990, um amigo - Mano Diniz - apresentou o escritor e jornalista Fausto Wolf a mim e a outro amigo, que na ocasião conseguiu o livro "O ABC do Fausto Wolf".
Posteriormente eu li "O ABC do Fausto Wolf" e gostei muito. Já o procurei em algumas livrarias pra comprar em Petrópolis e também no Rio, mas não o encontro.
Se possível gostaria que vocês me indicassem uma livraria no Rio, onde encontro "O ABC do Fausto Wolf".
Abraços a todos, especialmente ao escritor e jornalista Fausto Wolf. Denio
----------------Postado por Denio
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| Besteirol astrológico | 12/11/2007 10:13:30 |
Fazia mapa astral, ela era astróloga,
E Olga era seu nome fictício,
Não quis me mapear com seu ofício,
Nem quis ir visitar a sinagoga./
Amantes, nos doamos ao limite,
E éramos bufões em entreatos,
Agora desço céus e vou aos fatos:
A mistura de gozo com bronquite./
Sentia dispnéia em seus braços,
Roubava o ar que tinha nos pulmões,
E os astros no espaço em girândola/
Ardiam até virarem uns chumaços.
Sem astros acabaram as explosões,
E Olga viu que o mundo era uma bola./
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Maldição do Faraó/ | 01/11/2007 11:05:50 |
Em livro de visitas, um registro
Lavrei de próprio punho bem feliz,
Saía de um museu lá no Egito,
Riquezas estavam sob meu nariz./
Beatriz fez excursão junto comigo,
A múmia do faraó era bem velha,
Na tumba procuramos um abrigo,
Maldito por faraó me destrambelha/
A vida maldição então lançada.
Fiel a Beatriz vivo brochado,
Viagra não resolve meu problema./
Do médico não é mais da alçada
Subir o que não sobe acanhado,
O elevador do prédio em Ipanema./
Fabio Daflon ----------------Postado por Fabio Daflon
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| Soneto para a redodnilha... | 29/10/2007 09:07:56 |
Foi numa redondilha de poetisa
Que a flor mostrou também ter mau perfume,
Por sempre ter sentado em pedra ume,
Ao invés de preferir soltar só brisa.../
Mas flor também precisa de estrume,
Enquanto freme o talo que a soergue
Da terra sempre vem a seiva e o sangue
Que a flor ao se abrir desacostume./
Pois todo exagero fere as pétalas
E as pregas dessa flor são bem sensíveis,/
Ao bolo que as fezes formam rápido.
E o proctologista ao olhá-la,
Vê logo uma flor de horas risíveis,
Ao invés de ver um cu ligeiro e lépido./
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Imagens, fatos e idéias nos céus do Rio de Janeiro | 28/10/2007 09:56:07 |
As lentes frias e as mãos nervosas do cinegrafista. Dois jovens desesperados, na velocidade que as pernas permitem, descem um morro, quedas aqui e ali, até serem abatidos por helicóptero e as mãos certeiras de policiais na banalidade do mal.
Mídia e governo do Rio desdobram o mal em dois, como Norberto Bobbio sobre o Holocausto Nazista: o mal ativo da prepotência sem limites do poder e o mal passivo daqueles que cumprem a pena sem culpa. O poder e seus agentes.
O governo nos cânones do totalitarismo pela erradicação da ação humana, tornando os humanos supérfluos e descartáveis.
Imagens torrenciais dissolvendo as encostas do Rebouças aprisionam transeuntes. Naquele dia no centro da cidade um infarto do movimento dos voltariam ao domicílio e na zona sul o trânsito livre e solto.
A seguir o trânsito voltou 40 anos com milhares de carros a mais. Um pântano de abandono, assaltos, insulamento pluvial, bares cheios dos que tanto esperaram. Autoridade da defesa civil ameaça: quem estiver em área de risco deve sair o mais rápido possível. O prefeito culpa: de uma adutora da CEDAE até o "só quem sentiu foram os donos de carros". Os do asfalto acusaram a bosta e o mijo dos moradores da Favela do Cerro Corá.
Nestes dias, o fato que obstruiu o livre transitar se explicou com todo o léxico discursivo de uma sociedade injusta e de um poder promotor de injustiças.
As manchetes dos jornais e a real face do poder instituído.
A instigação da violência pela hipocrisia, dissimulada em bandeiras da modernidade. O governador do Rio cometeu um ato falho com enfeites de uma Daslu da vida. Os que ocupam os estratos mais avançados da sociedade brasileira têm a mentalidade escravocrata, o corpo mulato e se vestem de grifes.
O governador, no calor dos assassinatos por efeito colateral de sua política de ataque às favelas, advogou a morte dos filhos das pessoas que moram na Rocinha, antes mesmo do parto. Não basta caçar os que já nasceram.
----------------Postado por José do Vale Pinheiro Feitosa
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| Filhos gêmeos | 25/10/2007 12:52:29 |
Filhos gêmeos/
Meus gêmeos tinham mães bem parecidas,
As gêmeas que comi de uma vez só,
Com muita paciência, mais que Jó,
Em noites de ménage repetidas.../
O amor entre eu e as gêmeas era claro,
As duas eram só uma mulher,
Enquanto uma fumava meu cigarro,
C’a outra eu podia escolher.../
Meus filhos, com as mães, fizeram igual,
Tiveram uma infância de fartura,
Uma era cozinheira outra engenheira.../
Na vida não faltou pimenta e sal.
Ninguém acumulava assim gordura.
Uma era deles ou minha a noite inteira.../
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Mau comerciante - por alexandre maywald | 24/10/2007 10:36:06 |
Como sou um ingênuo inconformado, acho sempre que neste caos total que é o nosso sistema capitalista-escravocrata - onde os homens ditos de bem andam com seus carros “do ano, alugados em 60 parcelas fixas” (essa é do Espanhol!) - o jogo do ganha-ganha é ainda o melhor: ganho eu que compro e ganha você que vende. É tudo muito simples, se não fosse a figura do mau comerciante.
Mau comerciante é aquele que quando tu pede determinados itens pelo telefone, como bolachas e maçãs, eles chegam vencidos e de “urgente consumo”, nesta mesmíssima ordem. E esperam que você é que tenha a iniciativa de ligar para a vigilância sanitária e para o procon;
Mau comerciante é aquele que te vende um sofá em uma das milhares de lojas que “sujaram” o centro de nossa cidade prometendo entregá-lo em dois dias, mas faz duas semanas que você liga para a loja e eles prometem que “o caminhão quebrou numa estrada do interior do Paraná e, daqui a duas semanas, é certeza!...”;
Mau comerciante é aquele banco que te atende mal, te sujeitando a uma fila quilométrica (aja saco!!), enquanto você investe naquele mesmo banco e paga altíssimas taxas sempre suspeitíssimas e injustificáveis;
Mau comerciante é aquele que te impõe um serviço de atendimento ao consumidor que tem mais a ver com tortura psicológica de güantânamo, onde os(as) atendentes de “telemarqueting” são contratados e sempre muito mal pagos para segurar boca suja de clientes furiosos e/ou pedir para que o cliente “...aguarde um instante, por favor...” mandando-o para a famigerada “retenção” onde ouvirá musiquetas até às náuseas.
Qualquer semelhança com alguma lembrança que o senhor leitor ou a senhora leitora tenham tido, de frustração e impotência, não pode ser mera coincidência.
----------------Postado por Alexandre Buiatti Maywald
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| Profissionais do sexo. - por Alexandre Buiatti Maywald | 12/10/2007 12:09:03 |
É realmente constrangedor que em pleno século XXI tenhamos que defender "pessoas contra idéias" mesquinhas e tacanhas, dos tempos da ditadura militar brasileira e do Reich mundial! Os hipócritas precisam abrir os olhos para "sacarem" que "fato social" é algo que existe independentemente deles existirem sobre a terra ou não, e continuará existindo! Assim são as/os profissionais do sexo. Profissionais do sexo existem como profissão (para ganhar dinheiro para o próprio sustento e de sua família) antes mesmo de existir a profissão de rebelde crucificado. Faz-se sexo em troca de algum bem material - consumível (ou não) -, desde que o mundo se entende por mundo!
Mais maléfico seria vender o corpo ou a alma? Assim como economistas se "prostituem" vendendo informações valiosas para bancos internacionais, como nosso querido ex-banqueiro Salvatore Cacciola; assim como juízes se vendem por sentenças favoráveis a quem der mais dinheiro; assim como parlamentares se vendem ao corruptor que mais dinheiro dá; assim como latifundiários se rendem às sementes do tipo "terminator" (aquelas que se planta apenas uma vez)? Pergunta: qual faz mais mal para o País e para o povo?
Ora, instituir o código 5198 no Ministério do Trabalhio é apenas uma prática burocrática de governos. A questão séria é que, regulamentada ou não a profissão, esta prática existe e sempre existirá, por mais que economistas ou beatas de igreja não aceitem! E olha que, lendo a regulamentação, vemos que as "putas" querem também recolher impostos, ter conta poupança e conta bancária, ou seja, estão aí até para contribuir com o nosso país (de várias formas, aliás).
E, se a questão é a reprovação de 70% do povo brasileiro sobre a regulamentação da prostituição, só temos a lamentar, pois só nos resta concluir que mais da metade do povo brasileiro é preconceituoso! E lembrem-se sempre: se você não "der uma" pelo contrato de casamento, "dará uma" pelo registro do Ministério do Trabalho e Emprego, código 5198. E abaixo sempre o preconceito.
----------------Postado por Alexandre Buiatti Maywald
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| Soneto de Mim | 11/10/2007 10:23:58 |
Soneto de mim
Um incomum homem dos trópicos
Contudo, cristão constante
Sou um socialista utópico
Católico e cambaleante
Um amigo eterno, não obstante, ausente
Tenho um sentimento perpétuo por ela
E sou poeta intermitente
Porém, nem sempre minha musa me espera...
Saudosista por natureza
Trago comigo a falta de uma atemporal beleza
As coisas que vi, senti e não têm fim
Não vivo de ilusões, isto posso afirmar
No entanto, confesso como quem segue leve a sambar
As ilusões, essas sim, vivem de mim.
----------------Postado por Thiago Damato
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| Fumando maconha...!... | 10/10/2007 06:56:36 |
Com bosta de cavalo uma bagana,
Um falso baseado nós fizemos.
República do Peru, Copacabana,
Noite, anos setenta, esperamos/
O novo morador da nossa esquina
Fumar aquela bosta e alguma grama.
Não é que o cara tragou a coisa fina?
Tossiu como um tísico de cama!.../
Depois ficou doidão, viu nas areias
As dunas, dromedários e odalisca!...
Além de uma chuva de estrelas.../
Perdeu dentro do mar a calça e as meias,
Na vida quem não arrisca não petisca:
Ninguém quis mais saber de dar mais trelas./
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Cada um com sua responsabilidade - Alexandre Buiatti Maywald | 07/10/2007 04:45:46 |
Todos sabemos: se cada um abraça a sua responsabilidade social, entendendo esta como a responsabilidade que você acha ter perante a sociedade, teríamos um modelo tendente ao ideal, na solução dos problemas coletivos apresentados modernamente. Lá vem o exemplo (este não cobro nada!): Formandos das Universidades Federais com uma grade curricular que incluísse, no último ano de seus cursos, uma disciplina que envolvesse a prestação gratuita de serviços à população carente de sua localidade, por um período de um ou dois semestres. Poderíamos criá-la com o nome de “responsabilidade social prática” ou “Para você não esquecer de quem pagou seus estudos nesta Instituição!”
Ora, fácil é notar a quantidade de material humano de alta qualidade que, empolgados com seus estudos e com seu ímpeto jovem, apenas fariam “muito bem” a toda uma população carente de serviços essenciais, tais como médicos e enfermeiros, dentistas e advogados, engenheiros e sociólogos, antropólogos e biólogos, músicos, filósofos e artistas, químicos e matemáticos, físicos e historiadores, etc e etc, nos mais diversos campos como ensino, atendimento ao público, pesquisa e extensão, como exemplos.
O Estado entraria com os recursos garantidores dos espaços físicos adequados à consecução desses serviços, bem como todo o material e equipamentos necessários para o seu bom funcionamento (como já faz, mas 1.100 vezes melhor).
Assim, de um lado os estudantes universitários pagariam com seu trabalho para aquela população que financiou seus estudos. De outro, teríamos a solução de problemas considerados crônicos em nosso país esquecido e agora vendido como neocolônia monocultora de cana-de-açúcar para o mundo inteiro.
Quem sabe assim pararíamos de morrer na fila do SUS por falta de atendimento; ou receberíamos muito mais rapidamente aqueles nossos direitos trabalhistas perante justiças hoje moribundas; ou nossas crianças e jovens estariam verdadeiramente alfabetizadas; ou quem sabe, pelo menos, sorriríamos com todos os dentes na boca?
----------------Postado por Alexandre Buiatti Maywald
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| A OPÇÃO pelos Opressores | 03/10/2007 05:00:36 |
A Opção pelos Opressores ou as Novas Capitanias Hereditárias
Dão o que pensar as recentes notícias de que o Brasil vai ampliar o cultivo da cana-de-açúcar para aumentar a produção de etanol. Ao contrário da gasolina, o etanol é um combustível não emissor de gases do efeito estufa, e portanto não contribui para o aquecimento global, daí originando sua importância como matriz energética para o Brasil ---e, ao que parece, para os Estados Unidos e outros países do primeiro (e do terceiro) mundo.
A cana-de-açúcar apresenta vantagens sobre outros vegetais para a produção de álcool combustível, sendo bem melhor que o milho, base da produção norte-americana de etanol. Contudo, o custo sócio-ambiental do ciclo da cana-de-açúcar é alto. Vide o século XVI, quando os portugueses começaram a plantá-la no Nordeste. E são praticamente as mesmas e assustadoras condições físicas e psicológicas que um trabalhador do séulo XXI enfrenta em um canavial quase cinco séculos depois.
A sensação térmica dentro de um canavial beira os 50 graus Celsius. A cana tem folhas e hastes que cortam a pele como faca, levando o trabalhador a se cobrir de panos, dos pés à cabeça, o que faz aumentar enormemente a sensação de calor. O modelo histórico e sócio-econômico, que possibilitou a implantação das usinas de açúcar no Nordeste, no século XVI, permanece pouco alterado: as usinas e o capital concentrados nas mãos de uma elite desproporcionalmente minoritária e uma enorme massa de seres humanos explorados pela baixa remuneração e pelas terríveis condições de trabalho.
O governo Lula deve saber que está injetando dinheiro neste simulacro perverso de um novo ciclo da cana-de-açúcar.
O custo ambiental igualmente não pode ser desprezado. A começar pelo aumento da área de monocultura da cana-de-açúcar ---contribuindo ainda mais para o desmatamento e, por conseguinte, para o aquecimento global. Uma maior utilização dos recursos hídricos da região, já escassos, poderá levar ao colapso do abastecimento ou ao desvio da água destinada à agricultura voltada para a produção de alimentos.
Voltamos à época das Capitanias Hereditárias, para dizer o mínimo. Esta é uma opção pelos opressores... uma teologia da escravização!----------------Postado por Mauricio Collier
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| Exigência do BC?? - Alexandre Buiatti Maywald | 03/10/2007 03:01:53 |
Vigora desde 01/10 deste ano o serviço (obrigatório por exigência do Banco Central) de Ouvidorias nos Banco$, que é aquele novo canal de comunicação entre o cliente insatisfeito com os serviços prestados pela instituição financeira, e que deverão ter uma resposta eficiente em até 30 dias.
Funciona assim: Você, insatisfeito e sabedor de seus direitos como cliente e ser-humano, poderá reclamar agora para alguém físico, alguém que existe, alguma “entidade” diferente dos gerentes de bancos, que fingem que ouviram a sua reclamação mas nada fazem. Quem enfrenta aquelas filas intermináveis diariamente, ou de duas a três vezes por mês, sabe bem do que falo. E é neste ponto que gostaria de descer (puxa a cordinha do sinal faz favor, minha senhora!).
Essa tal ouvidoria já está instalada na maioria dos principais bancos brasileiros. Caixa Econômica também já tem e mesmo assim ainda perdemos mais de 60 minutos em simples operações financeiras, como pagar uma conta no banco ou sacar um seguro-desemprego.
Conclusão é que estas ouvidorias instaladas não chegam nem perto das que o Banco Central deseja, pois não passam de SAC’s, ou seja, Serviços de Atendimento ao Consumidor, os quais - sabemos muito bem que - não funcionam. Mais algum ingênuo na sala?
Dizem então que o diferencial seria a exigência dura e implacável do BC, que está a querer solucionar todas as reclamações dos clientes e correntistas em até 30 dias, a partir dela feita, sob pena de advertência e multa.
E me vem um despertar utópico que grita: “Imagina todos os clientes reclamando à Ouvidoria dos banco$ sobre a demora nas filas, sobre a espera de até 90 minutos na fila de qualquer banco cá neste país instalado.”
Reclamem, senhoras e senhores! E, se o Banco Central estiver mesmo disposto – o que duvido muito -, daqui a 30 dias não perderemos mais de 20 minutos em banalidades bancárias.
----------------Postado por Alexandre Buiatti Maywald
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| "Presidente, me socorre!"* - Alexandre Buiatti Maywald | 27/09/2007 09:42:14 |
Sim, senhoras e sim senhores! Foi ele quem clamou: “Presidente, me socorre”*, porque esta saúde pública que só mata de fila de espera, de falta de médicos, equipamentos e remédios está difícil de engolir igual a óleo de rícino; porque nós o elegemos, achando uma coisa e ganhando outra – ou a mesma;
Presidente, não transforme nosso jovem país em uma neocolônia monocultora de cana-de-açúcar, vendendo biocombustível como se fosse a solução dos problemas ambientais do mundo inteiro pós-petróleo, sabendo que o desgaste dos solos e das reservas aqüíferas é monumental; lembre-se sempre daquela verdade: SER-HUMANO > corporação mercantil;
Socorro, porque esta corrupção está aos olhos saltado, escancarado, bem como as safadezas corporativistas perpetradas nas casas dos três poderes (vai tudo em minúsculo mesmo!); armaram uma arapuca anti-democrática, de onde o povo foi extirpado como um câncer perigoso, leia-se sessão e votos secretos, e de onde resolveram por bem que lugar de CALHORDA é por lá mesmo
Socorre o lavrador Ângelo de Jesus que não tem comida para preparar e dar aos seus quatro filhos famintos! E haveria motivo maior para que ele subtraísse qualquer mercadoria de qualquer supermercado e ainda assim fosse inocentado, do que o de ter quatro bocas famintas para sustentar? Isto se chama “estado de necessidade”, sr. Presidente, figura jurídica e existente plenamente em nosso ordenamento! E teríamos nós que ensinar ao povo sobre o tal “Estado de Necessidade” e suas benesses?
E ainda por cima não roubou; antes, foi falar com o Presidente, que é aquele cara que está no mais alto cargo do país por causa do voto dele (Ângelo de Jesus – o qual me recorda o “João de Santo Cristo” do Renato Russo que, por coincidência, também não conseguiu falar com o Presidente)
Foi só ele quem pediu socorro? Apenas ele?
Socorre Presidente! Já parou para imaginar quantos seguranças seriam necessários, caso alguns milhões de ângelus de jesus fossem querer ter uma palavra com Vossa Excelência?
* clamor do lavrador Ângelo de Jesus!
----------------Postado por Alexandre Buiatti Maywald
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| Perfil bandido/ | 21/09/2007 11:23:24 |
Tiver que ser será... então que foda-se
A vida de qualquer um que eu mate,
Sou mesmo do povão, sou pro abate,
Eu cheiro cocaína, sou mendace.../
Gosto de ler poesia e o Fonseca
Já escreveu um conto sobre mim,
Falar assim difícil me obseda
Matar playboy burrinho com capim.../
Mina da classe média me adora,
Gosto de hip-hop, odeio cadela,
Mas não sou viciado sou da zorra/
De entrar com dois num banco e roubar tudo.
Quero cultura e arte e não pachorra
De ver televisão pra ver s’eu mudo./
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Soneto para Vênus negra/ | 21/09/2007 10:47:54 |
Foi numa alcatéia de malandros
Que vi passar a moça desejada
Pra ser nova modelo dos meus quadros,
Encher com suas curvas tela alvejada./
Chamava-se Olívia, era negra,
De ébano era seu corpo africano,
Altiva ela foi exceção à regra,
Não quis saber de dar ao carcamano/
Sabor ao seu pincel sujo de tinta.
Mas pôs seu corpo encima duma cama,
Com ar de doidivana bem retinta./
Vendi então a tela a um alemão,
Pra ele ela não quis fazer mais finta,
Agora foi viver com o cara em Bonn./
----------------Postado por Fabio Daflon
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| O que é virose? | 18/09/2007 11:37:50 |
Quem tem filhos pelo menos uma vez ficou aborrecido com seu médico, que disse que seu filho tinha apenas uma virose, mas o viu, eventualmente, piorar e ter uma amigdalite ou mesmo uma pneumonia. O que é uma virose afinal? Simplesmente uma gripe? Não claro que não, AIDS é uma virose, as hepatites são viroses, a mononucleose ( doença do beijo?) é uma virose. Mas falemos dessas viroses de febre baixa, leve mal estar geral. Das viroses entendidas como gripe.
Compararia tais vírus que causam gripes a agricultores que aram a terra, é isso que o bichinho do ahn!...ahn!... Faz nas vias aéreas superiores ( narinas, garganta e laringe) e até na traquéia, conforme sua virulência.
Daí, nesse terreno, ou tecido, arado poderão crescer bactérias e três dias após o médico ter dito que fulano tinha apenas uma virose, pode aparecer uma amigdalite ou acontecer uma pneumonia. Sendo a bactéria a erva daninha que cresceu. A diferença é que o agricultor escolhe o que plantar no terreno arado, mas o médico não pode escolher o que plantar nem impedir que as bactérias, conforme o estado imunológico do sujeito, se instale e cause doença. Isso é uma virose, mas pode virar outra coisa. É isso que deveria ser dito aos pacientes. Tenho dito!...
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Depoimento sobre MPB | 11/09/2007 03:53:28 |
Depoimento sobre a MPB
Muito oportuno o Manifesto Cantigários, porque concordo em gênero, número e grau ( desculpe o lugar comum) com o conteúdo do mesmo. Hoje, com exceção de Chico Buarque e Aldyr Blanc, do Gingua e do Moacir Luz, e de outros como Djavan e Lulu Santos, cujas músicas curti muito. Quase não ouço MPB.
Além da Bossa Nova, gostaria de falar do hoje pouco conhecido MOVIMENTO ARTÍSTICO UNIVERSITÁRIO - o MAU, do qual emergiram talentos como Ivan Lins, César Costa Filho, Gonzaguinha, e do qual o próprio Aldyr Blanc participou também. Aliás, antes da Bossa Nova não devemos esquecer do grande Noel Rosa, músico da malandragem sã das noites cariocas, com letras de alto astral como a da música “Feitiço da Vila” que até hoje dá um carisma especial ao bairro de Vila Isabel. Tenho certas ressalvas em relação à Bossa Nova, apenas no que tange ao fino da fossa, músicas de dor de cotovelo que me fizeram, adolescente, sofrer por amores que sequer ainda tinha vivido, o que trouxe um prejuízo pequeno para minha educação sentimental.
Mas o meu primeiro contato com a poesia se deu ouvindo música, música da MPB, música que bem-te-vi, música que bem-te-ouvi, o que me fez aspirar ser poeta. Cheguei a fazer um samba em parceria com Sidney Mattos, na época guitarrista da banda do Ivan Lins, sob o título “Desabone”, que começava assim: “Se abandone nos meus braços, desabone a minha conduta, pois eu posso ser meio biruta, mas sempre fui sincero, sempre fui à luta” e que tinha seu melhores versos em duas linhas: “Desabone tudo que eu não fiz, feliz de quem ter algo por fazer...”. Hoje esse samba está registrado no Dicionário Cravo Alvim da MPB, e o Sidinho produz seus CDs independentemente.
Voltando ao MAU: na rua Jaceguai 27, Tijuca, morava o dr. Aloísio, sogro do Gonzaguinha. O FESTIVAL JACEGUAI 27, ocorria no Instituto de Educação do Rio de Janeiro. Vi João Bosco e Aldyr com seu atabaque fazerem shows musicais em colégios secundaristas, antes de estourarem nas paradas. Não vejo mais isso acontecer, pelo menos no colégio de minha filha adolescente.
O anestesiamento musical que a ditadura midiática, hodiernamente – uso essa palavra horrível de propósito –, impõe à população passa por uma exploração das sensações corporais ( não tenho nada contra o animal humano que também somos), em detrimento dos sentimentos que fazem essas sensações serem pensadas saborosamente e virarem música.
Wilhelm Reich em seu livro A PSICOLOGIA DAS MASSAS DO FASCISMO, faz uma crítica interessante à propaganda fascista da alemanha hitlerista, que em muito se assemelha, embora invertida, com a ação midiática do Brasil de hoje. Lá, então, na emergência do nazismo, havia a propaganda para a purificação da raça e toda a repressão sexual e cultural resultou num sadomasoquismo coletivo, cujos resultados todos (todos?) sabemos.
Aqui se faz outra coisa, com a mediocrização não só da música; a saber: a purificação do mal, a purificação do sadismo, o elogio da mulher bandida ( cachorra, etc...). Restando como última fronteira do algo condenável a pedofilia. É como se houvesse um fundamentalismo ultra-liberal que pugna pelo “liberou geral”, a fim de que nesses “prazeres” se dilua o sentimento da necessidade da cultura, do trabalho digno, num caldo de elementos confusos e notas dissonantes e faltosas de melodia.
A axé music (argh!...) descambou para um sexualismo que agride até mesmo a sensualidade natural das baianas. Embora a musicalidade dos baianos ainda esteja bem representada por Ivete Sangalo, Bethânia e o eterno Caetano, que eventualmente ainda faz declarações políticas – como a última que lembro de que “ ... o Brasil parece que é habitado por uma gente ruim”. Comentário que acho pertinente, embora prefira dizer que o Brasil parece que é habitado por uma gente estragada. Estragada pela falta de cultura, diversão e arte, pela falta de trabalho digno, pelo mau exemplo dos políticos.
Como se vê, ando com ouvidos moucos para a "MPB banda podre".
Tenho a honra de ter sido, como membro do MUSICEME, o departamento musical do Conselho de Representantes dos Alunos da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o organizador de um show com Carlinhos Lyra, Sidney Mattos e pela primeira vez tocando para um público a banda BOCA LIVRE. Isso aconteceu em 1975, num ginásio de futebol de salão, por onde passaram também Gonzaguinha, Paulinho da Viola, João Bosco, e pasmem, com lotação plena, Milton Nascimento, que depois convidado mais uma vez pediu para cantar na Concha Acústica da UERJ e cantou.
Era um tempo que os músicos muitas vezes cantavam de graça para arrecadar fundos para pagamento de advogados de presos políticos. Era um tempo em que o sucesso de um compositor começava em contato direto com o público, o que ainda ocorre, sem que sejam alçados aos degraus de “glória” da mídia. Era um tempo em que todo artista estava onde o povo estava.
Sobre música sertaneja, gosto do forró para ouvir e dançar, mas não de qualquer forró. Lembro do Rei do Baião com suas composições soberbas como “Asa Branca”. Não gosto muito de Sandy e Junior ( e das duplas sertanejas em geral ), mas não desconsidero a importância deles como geradores de emprego e se comparados com as líderes inomináveis dos adolescentes ingleses ou americanas, creio que estamos melhores.
A indústria fonográfica de hoje quer suprimir o poder jovem, por isso não dá voz a todas as tendências musicais. Mas o hip-hop, os rappers têm emergido das favelas, cito MV Bill com suas músicas de protesto que vem sendo estudadas por doutores, mestrandos e especialisandos em letras na Universidade do Espírito Santo.
O Manifesto Cantigários da Editora Guemanisse vem, oportunamente, abrir uma nova janela para o meu interesse musical, música para ouvir e dançar e para terminar a minha declaração de amor à música irei brevemente à Gafieira Estudantina Musical, ouvir e dançar boleros do Aldyr Blanc, fox trote, sambas. Não posso mais ir ao Café Nice, por onde passou muitas vezes Mario Lago, aonde dancei ouvindo Jamelão cantar ao vivo. Descaracterizaram aquela casa, que já chegou a ser um lupanar que não deu certo e que hoje é uma casa de dança que mais parece um play ground da Xuxa para adultos, que balançando seus esqueletos em ritmos esquisitos nem lembram os roqueiros que já dançaram charmosamente tomando um banho de lua, numa noite de luar, ao som de Celly Campello.
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Manifesto Cantigários | 10/09/2007 11:14:15 |
Manifesto Cantigários:
por um projeto cultural desalienado!
Para os que ainda não adquiriram o estranho hábito de salivar toda vez que a mídia estala os dedos.
Vivemos todos globalizados, sob o signo da lógica capitalista, que se traduz na produção de coisas para o mercado e não para as pessoas. Tal configuração se esgota num estreito horizonte do lucro, independente da mercadoria comercializada. Esta estrutura se ancora principalmente nos meios de comunicação de massa que atuam diuturnamente no sentido de criar necessidades de consumo e tal artifício aprofunda cada vez mais a alienação das sociedades, alienando criatura e criador, ou seja, envolvendo nesta engrenagem os manipuladores do sistema que se vêem presos nas próprias teias uma vez que não encontram oferta de produtos (materiais ou do espírito) fora dos moldes do mercado hegemônico. Este fenômeno encontrou na abstração terreno fértil para sua disseminação indiscriminada, pois de difícil e mesmo improvável constatação. Neste sentido, diferentemente do movimento ecológico, as possibilidades ensaiadas por um ecosimbolismo resultaram em um retumbante fracasso e o seu sepultamento se deu de forma discreta, sob o peso avassalador da lógica de caráter lógico-operativo, ou, como diria o poeta Fernando Pessoa, na transformação da realidade numa coisa horrorosa.
A realidade construída e legitimada se baseia em fatores absolutamente inconsistentes, como se estivesse pregada no ar. Ninguém, em sã consciência, consegue justificar o conformismo generalizado e o ritmo de boiada obediente aos ditames da mídia. Sucessos instantâneos, baseados em vazios e estúpidos produtos, que são as mercadorias do espírito, são consumidos acriticamente em quantidades cada vez maiores. Dessa forma, assistimos a transformação das consciências numa imensa lixeira onde despejam cotidianamente os subprodutos de uma arte degradada, mercadorias fuleiras.
Independente do choro e da vela, dos desejos dos apocalípticos e da indiferença dos integrados, a música popular brasileira foi vitimada por um processo avassalador, predatório e virulento.
Historicamente, a música popular brasileira tem na bossa-nova o início do seu processo de emancipação e maturidade e tal estágio atinge o seu ápice com o surgimento da chamada Música Popular Brasileira, capitaneada em seus primórdios, pelos Festivais de Música, fenômeno este que, a partir do modelo estabelecido pelas TVs (Excelsior, Record, Tupi, Rio e Globo), se espalhou por todo o país.
Como tudo que é gerado no sistema capitalista, a Indústria Cultural tem a sua lógica e o seu projeto particulares, e é exatamente este projeto que inviabiliza a possibilidade da existência de alternativas que conduzam a produção cultural voltada para a sociedade como um todo. Neste quadro de insensata submissão ao império de uma lógica de códigos de barras, é que aportamos numa realidade em que mesmo os decanos da MPB (famosos e ricos), salvo poucas exceções, se vêem amesquinhados, sem projeto algum, além de seguir a rotina de produzir e gravar músicas com o fito único de ganhar dinheiro. Cumpre-se desta forma a profecia de Belchior, na qual eles (os nossos mesmos ídolos) "estão em casa, guardados por Deus, contando os seus metais". Projeto artístico/estético algum, um deserto arrasador. Por que não persistiram na utopia generosa e cara?
A história registra a perseguição da ditadura militar às manifestações artísticas, e esta se estendeu e se aguçou sobremaneira sobre a MPB em especial. Tal fato, entretanto, não foi fundamental para a sua decadência e ostracismo. Em alguns episódios, a ação repressiva dos militares até serviu de incentivo e incremento às produções artístico-musicais, motivadas pela insatisfação generalizada. Observe-se que a MPB não só conseguiu sobreviver, mas, produzir uma efervescência cultural consistente. As causas reais que amordaçaram aquele projeto estético-social devem ser buscadas na estruturação do setor da Indústria Cultural, com o aportar aqui nestas plagas das multinacionais do disco que implementaram uma produção e divulgação em escala gigantesca, inviabilizando quaisquer alternativas fora do seu esquema. O domínio dos meios de comunicação de massa, através da institucionalização do jabá, criou um mercado de novas feições, no qual o consumo não mais é norteado pelo gosto individual, mas pela artificialidade e mediocridade.
Surge a convicção de que quem sepultou a MPB, enquanto projeto cultural para o país, não foi a ditadura militar, que buscou censurar as suas manifestações mais radicais, e sim a indústria cultural através das multinacionais fonográficas e seus modelos de estabelecer escalas, que incrementam um itinerário de produção de escombros, o lixo cultural, a mediocratização das obras.
Diante disso, a pergunta síntese é: por que artes, por quais recônditas conspirações estamos condenados a conviver e consumir o lixo, diuturna e insensivelmente, (re)produzido pela Indústria Cultural, sob os imperativos do lucro, senhor cínico e absoluto das consciências e da razão cínica?
Mesmo não sendo algo definido e estipulado por nenhuma lei ou pacto, a MPB tinha em si um projeto cultural para o país, além de ser uma proposta que possibilitava a feitura de obras maduras, criativas, reflexivas e populares. Em tal concepção podem se abrigar todas as formas de expressão musical (samba, choro, maxixe, salsa, toada, guarânias, réquiens, baladas, maracatus, etc.). Isso pode ser facilmente comprovado na enorme complexidade e diversidade de sua produção desde Chico Buarque, Vandré, Edu Lobo e Milton até aos remanescentes extemporâneos como Djavan, Zé Ramalho, Oswaldo Montenegro e outros.
Acreditamos que o projeto estético-social da MPB, a exemplo de uma mina recém-descoberta, foi apenas explorado em sua superfície e necessita ser aprofundada a sua experimentação, seguindo os seus tantos e variados veios mais ricos e promissores. A tal proposta o pessoal do Cantigários se une para dar conseqüência. Não criando tecnologia, mas divulgando canções capazes de seduzir, conscientizar e emocionar pessoas que buscam algo mais além que o toque da sineta para poder salivar.
É sob a inspiração da idéia ou delírio de romper com a postura/compostura de artistas que vendem sabonetes ou plataformas políticas divorciadas e mesmo avessas às suas consciências. O aburguesamento, a assunção do modo consumista/individialista de vida, traz conseqüentemente o abastardamento da sociedade e, por extensão, da arte.
O Brasil é um fantástico produtor artístico, com uma criativa musicalidade consolidada e reconhecida internacionalmente. Mas é de se lamentar um cenário a coisificar a música brasileira, no mais das vezes impondo letras imbecilóides e melodias sofríveis alicerçadas por efêmeros modismos de consumo de altíssima rotatividade.
Não por acaso projetos de qualidade acabam sendo excluídos das gravadoras e meios de comunicação, barreiras apenas superadas pelos que radicalmente se negam a se submeter aos seus ditames... que, de uma maneira ou outra, acabam deformando os seus princípios.
Depois de bem sucedidas estratégia e trajetória de valorização da qualidade na Literatura e de busca de novos talentos, a Editora Guemanisse ousa agora implementar o Cantigários, um projeto musical de qualidade!
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Soneto para o Almirante Negro/ | 05/09/2007 08:08:05 |
Marujo João Cândido, herói
jamais reconhecido na Marinha,
mas nunca esquecido em ladainha,
nas rodas da história que constrói/
sua verdadeira saga de homem justo,
que aboliu castigos corporais,
a bordo dos navios para os navais,
sem levantar a voz, medo ou susto.../
Foi líder da revolta da chibata,
comandou cruzador, mas sem bravata,
depois negociou uma anistia./
Traído por seus chefes se viu preso,
suportou punição, brioso e teso,
sempre inquebrantável é sua memória./
----------------Postado por Fabio Daflon
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| O sexo/ | 03/09/2007 09:06:51 |
Casar idiossincrasias com sexo
para expressão de ira ou conflitos,
permite que o ser seja indireto,
e que a alma viva só de gritos./
Um sadomasoquista me contou,
que investiu na dor todo afeto;
então o impotente consentiu
ser totalmente puro o seu amor...!.../
Um animal humano acordado,
é como um cavalo cujo dono
galopa sem por freio, mas dá sono/
na hora em que estiver quase exaurido,
por causa duma égua ou por trabalho
em ter então gozado pra caralho...!.../
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Ruga/ | 24/08/2007 04:52:29 |
Ventre da besta, útero de medo:
cela escura, queda no colchão
o prisioneiro negro da escravidão;
não aquela abolida em segredo,/
aquela desde cedo, do sem berço,
filha de ventre livre, mas avesso
à luz, ao fim do túnel, ao começo
que não houve ou virá com o acesso/
aos meios:da cultura ao emprego.
Nossa sociedade é um nó cego.
Ventre da besta, útero do medo:/
Acorda cedo:grade, sol quadrado.
Deus ajuda a quem cedo madruga,
Passa o tempo o negro já tem ruga./
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Sina de Adão/ | 22/08/2007 10:35:24 |
Sina de Adão/
Sempre com o suor do próprio rosto,
desde quando saiu do paraíso,
Adão gozou prazeres: pranto e riso,
com força de trabalho. Sem encosto/
em pai, mãe ou avô que sustentasse
seu gozo desmedido ou moderado;
mas, hoje, um Adão fraco ou tarado
é fácil encontrar em toda classe./
Se o pai é rico, Adão usa drogas
nas baladas, por coca até rouba,
ou então vai pirar cuca das sogras./
Se pobre sem um berço, nem arroba
de gado ele constitui para o Estado;
restando a este Adão droga ou bouba./
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Estupra, mas não mata?.../ | 10/08/2007 11:55:10 |
Emasculado estupro num assalto
contra trabalhador em rua escura,
permanece na sombra pois tal curra,
poria a sociedade em sobressalto./
Os bestializados de hoje em dia,
não estão livrando a cara de ninguém,
as vítimas são quem andam de trem,
jovens que saem a noite com a guria./
Se estupro contra moça é uma covardia,
contra trabalhador mais que também,
só não sei o que Maluf nos diria./
Tais vítimas precisam ir aos jornais,
matar trabalhador se mata à-toa,
até os salários mínimos são fatais./
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Casnova de Felini/ | 06/08/2007 05:44:51 |
Figura das de proa do cinema,
tipo proto-canalha, com meneios
do teu semblante insossos galanteios;
Felini destruiu-te como tema./
Do teu riso sardônico o cinismo,
nas ruas de Veneza o ar infesto,
nas damas a frigidez, rubor presto
das tuas manhas ter o cataclismo./
Sem idealizar teu rosto em belo,
nem firulas de amor no teu olhar,
foste enfim Casanova de chinelo:/
um velho impotente e decrépito,
em dança e desvario, sem herdeiros,
feio, carcomido, só, sem mais estrépito./
----------------Postado por Fabio daflon
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| Wassily Kandinsky(1866-1944)/ | 05/08/2007 03:29:58 |
Foram borrões de tinta sobre tela,
de quadro impressionista de Monet,
na czarista Rússia, triste e bela,
que Kandinsky em lente pincenê/
viu que natureza e arte são distintas,
germinando em sua mente arte abstrata.
Revolução pictórica com as tintas,
sem ser subjetiva nem concreta./
Tão abstracionista e insubmissa,
com a ascensão de Hitler, sua arte estranha,
Fez que fosse corrido da Alemanha./
Saíra antes da Rússia bolchevista,
em Paris ocupada por nazista,
morreu septuagenário, sem mais fuga.../
----------------Postado por Fabio Daflon
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| Soneto para mó/ | 04/08/2007 10:37:53 |
Descontrolada mó sem pão e ofício,
em busca duma técnica primária,
ao invés de buscar arte busca vício,
sem jamais escutarem uma ária./
Motivo por que canto assim sozinho,
já não preciso dar explicação,
meu sonho é o de ver o Zé Povinho
ter forma, ofício e técnica em ação,/
não só no futebol ou no pagode,
no funk ou hip-hop, importados,
também para mostrar que o povo pode/
ser mais que tabuleiro onde os dados,
são sempre adulterados contra pobres
coitados e servis, mal educados./
----------------Postado por Fabio Daflonm
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| Soneto para Abu Ghraib | 03/08/2007 09:57:59 |
Soneto para Abu Ghraib
Botero fez a trágica pintura
dos corpos torturados de Abu Ghraib,
obesos, ampliados!... A tortura
na dimensão terrível, que Deus sabe/
ser obra de demônio, “grandioso”,
de um povo que oprime outro povo,
que colhe da serpente outro ovo,
igual ao do nazismo odioso./
Picasso com Guernica já fizera,
pintura de teor da de Botero,
com todos os horrores da vil Guerra./
Botero dos esquálidos à fero
monstro, entregues nus, na própria terra,
como Pablo eternizou o soez erro./ postado por Fabio Daflon
----------------Postado por fabio.daflon@uol.com.br
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| 01/08/2007 10:45:26 |
São Paulo, no dia primeiro de agosto de 2007.
Muito digníssimo presidente Lula.
Pedi ao meu amigo Pau de Vento que escrevesse prá dizer melhor o que direi. Senhor presidente nós elegeu o senhor e hoje se acordemos com a mutuca nas pernas. Tudo pru causa deste povo que foi prá frente do monturo do avião que caiu lá nas Congonha. E fiquemo muito do triste com que o senhor se queixou no dia de ontem.
Isso num é coisa que se faça. O senhor mandar água logo para os açude cheio do povo rico. Enquanto nós estamos com os potes vazio. O senhor disse, todo mundo ouviu, que achou os ricos ingratos. Eu achei que num foram só eles não. O senhor foi ingrato com nós. Precisamos sair desta escravidão do salário de fome, da falta de hospital, da escola sem ter vaga. Sair da ganância dos ricos que nem imposto paga. Só querem ganhar e vão ganhar mais pois inté o senhor, que é do nosso meio, fez eles ganharam mais com seu governo.
O senhor foi ingrato e sincero. Foi o que fez nestes anos. Só que os malvados, de rabo cheio do bom e do melhor, ganhavam tudo e não deixavam nada prá nós a precisão era destino. Mas hoje quando vem aquelas mulher cheirosa, com ar de caridade prá cima da nossa miséria, nós tem meio prá mandar elas pru lugar delas. Nós num vai deixar que o senhor continue fazendo o que fez até agora. Agora é a nossa vez. A dos ricos já passou.
Senhor presidente quero dizer que sua confissão despertou o arrependimento do pecador e em nós o fim da penitência. O senhor já nos avisou que eles tão se aproveitando muito mais que nós e nós somos os necessitados. Agora nós já tá avisado pelo senhor. Nós vai pegar a vontade com os olhos aboticados, olhar o futuro com as medida do polegar.
Pra acabar quero dizer que minha raiva com estes ricos aumentou. Com o senhor também, mas sabemos que rico sempre querem ficar com o mel só para eles. Agora com sinceridade, seja do nosso lado. Faça do poder a picada pru onde nós vai passar.
Com muito respeito, raiva e esperança.
João de Barros.
----------------Postado por José do Vale Pinheiro Feitosa
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| Dois cineastas | 31/07/2007 09:57:29 |
Dois cineastas
Sempre amei cinema, hoje perdi,
Antonioni e Bergman de tacada,
alguns dos filmes, só breve entendi,
vistos na madureza, sem mancada
de garoto cinéfilo novato.
Se então compreensão em mim faltava,
prestava muita atenção em cada ato,
enquanto em Bazin lia e estudava
que a linguagem da sétima arte é
imagem, beira-mar da mente onírica,
e faz levitar quem anda de pé.
Hoje velho, barbado, nesta fábrica
da cinematográfica indústria,
aos dois gênios saúdo a obra rica..
----------------Postado por Fabio Daflon
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| AGRIPINA | 30/07/2007 12:33:48 |
Soneto realizado após leitura de crônica de Fausto Wolff, em 30 de julho de 2007.
Agripina
- Ser filho de Agripina não foi fácil,
envenenou meu pai, foi muito má.
Se fez sexo comigo, nunca foi dócil,
mãe, desde a apojadura, pior não há.
- Contra pai atentar, Nero não vi,
poupei-o de tamanha aleivosia;
fui consultar vidente logo ouvi,
seria imperador em apostasia.
- Eu jamais senti dó ou dei perdão,
contra mãe sentir ódio gera receios,
foi no ventre da besta a danação!...
- Enfia tua adaga centurião,
enfia a haste toda entre meus seios.
alimentei um monstro enfia então!....
Fabio Daflon
----------------Postado por Fabio Daflon
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| 20/07/2007 10:23:10 |
Manual de defesa do político corrupto.
Ao chegar na tribuna o político deverá estar com a face serena, no máximo um olhar de indignação, dar um suspiro profundo e encarar o plenário. Com o olho rútilo e carranca furibunda, uivar pela virtude ofendida pelos maledicentes, que assacam aleivosias, ignomínias, infâmias. Enfatizar que está estarrecido com tamanha sanha devastadora que lhe movem os inimigos políticos e também a imprensa que lhe move uma campanha sórdida com cheiro de conspiração. E com cara de desassombrado, olhos vermelhos de ira arrancar do fundo do peito a irada sentença “Não renuncio nunca, vou até o fim”. E ao final, reverter às acusações usando os adjetivos mais altissonantes “Canalhas, Velhacos e Tartufos, Matreiros e Mestres da Burla, Treteiros, Tranbiqueiros, Pérfidos”. E com a postura de um gladiador que matou a fera, descer da tribuna com a serenidade dos cafajestes, porque no fundo, sua alma esta convencida de sua conduta ilibada, até porque já tem uma liminar adrede preparada para o caso de uma reviravolta. A minha previdência jurídica tem sólido instrumento de convencimento pecuniário o que me garante o apadrinhamento na cordialidade forense. Ademais eu jamais seria vencido por um boi ou uma vaca, Até porque os juizes têm mais poder que uma vaca.
James Souza Pimenta, 1/7/07.
----------------Postado por
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| OS NOMES E AS CIRCUNSTÂNCIAS EM QUE CADA PESSOA FOI MORTA NO COMPLEXO DO ALEMÃO | 29/06/2007 09:33:01 |
O pacto da morte. Banal. Dos pobres. Da gente mais criativa e lutadora. Morte do futuro. No início a força bruta das armas de fogo. Mais de mil homens. Subindo e atirando. No meio a gente. Mesmo não atingidos no corpo, perfurados na alma. No fim a mídia inteira. Vingativa, desde que Tim Lopes, a soldo da TV Globo, foi preso, torturado e morto no morro do Alemão.
No final a tragédia pulava amarelinha. Às 17 horas eram 18 mortos. No Jornal Nacional eram "apenas" 13 mortos. Na manhã da quinta feira a Manchete: foram 19 mortos. O gráfico irregular das estatísticas da morte era menos crível do que os 120 mil brasileiros que são milionários. Nem um milhão de mortos desdirão a verdade: o mais pobre entre eles tem o poder de decidir em grande escala. Construir 67 moradias a 30 mil reais cada, ou 124 moradias a 15 mil. O menor dos milionários poderia educar 400 crianças, por um ano de estudo, a 5 mil cada.
Na hora de dormir: os caveirões desceram como um rabecão, pingando sangue, com os corpos amontoados qual um frigorífico. Foram 40 mortos. Mentira, omissão, bravata e "amargo remédio para o povo do Rio de Janeiro". No Jornal Nacional apenas autoridades justificando a mortandade. Sem a voz do Ministério Público ou da OAB. O Secretário de Segurança trocando a guarda das escolas de assassinos à paisana por outros de farda.
Ausência da voz do Governador Sérgio Cabral. O silêncio do Presidente Lula, metalúrgico que tem as cicatrizes da força policial contra os pobres. A mídia contra os moleques delinqüentes da classe média da Barra da Tijuca fora ato de contrição ao que nada disseram das mortes no Alemão. A volta da ditadura militar. A mídia brasileira regrediu mais de 20 anos no tempo.
São Paulo tem mais dignidade e esperança que o Rio de Janeiro. Levantou a ilegalidade policial e os crimes contra as pessoas que poderiam estar envolvidas naqueles do Marcola. O Governador, de então, era um humanista maior que o atual Governador do Rio. Recordemos o regime de terror que a elite branca impunha ao povo brasileiro. ----------------Postado por José do Vale Pinheiro Feitosa
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| Hino Nacional | 22/06/2007 11:24:07 |
E com vocês, o Hino Nacional Brasileiro:
Ora bate canela que eu quero vê
Ora bate canela que eu quero vê
Tia Maria tem sete fio
Todos sete piquinininho
Panelinha piquinininha
Todos sete queri cumê
Ora bate canela que eu quero vê
Ora bate canela que eu quero vê
Ao contrário do Ovirandú, é sucinto e diz tudo sobre o verdelindo. Outra vantagem: os jogadores do escrete sacanarinho, ainda que não entendendo, não teriam maiores dificuldades para decorá-lo, acredito.
P.S.: Bate Canela é domínio público e foi gravado por Clementina. Recentemente foi assassinado por uma dessas cantoras novas, cujo nome não me lembro.
---------------- Postado por Chico de Nonno
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| Ele | 30/05/2007 06:08:46 |
Sei que ele é um gênio. Sei que é genial. Sei que é sem igual. Único. Quando ele foi feito,jogaram a fôrma fora. E se criou assim,como se criam as coisas mais belas e perfeitas e selvagens e rebeldes. Meio sozinho. E foi tomando forma, e tomando jeito, e ocupando espaços. E marcando território, e fazendo um tempo. E isso foi há muito tempo. E nem por isso ele é antigo,ou velho,ou senil. Ao contrário. Com ele, a teoria do tempo,acontece ao inverso. Quanto mais o tempo passa,mais ele avança no tempo .Ele não está aqui,hoje. Nunca esteve. Quando nasceu,já tinha uns 20 anos. E assim, sucessivamente,progressivamente,ele avançou. Como os gatos. A cada ano vivido corresponde a 6 anos dos humanos. Ele, a cada ano vivido corresponde a 20 dos humanos. Então,nasceu com 20 anos.E agora, aos 80, já tem 1600 anos. Portanto,está muito adiante neste tempo dos humanos comuns,medíocres e mortais. E tudo o que ele escreve, tudo o que ele cria, o que ele inventa, o que ele diz e o que ele faz, está muito adiante sempre do tempo em que vivemos. Por isso ele me encanta. Porque eu só posso amá-lo, contemplá-lo. Ele é um pássaro que já nasceu livro. Nunca conseguiram aprisioná-lo, embora alguns tenham tentado. E ele é, também, essencialmente humano. E sente as dores dos outros humanos, e toma as dores dos outros humanos. Ele é.
Homenagem a Millôr Fernandes, em janeiro de 2007.
---------------- Postado por Tatiana
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| PRIVATIZAÇÃO DA VALE (I) - João Amado | 07/05/2007 04:49:30 |
Caro Anselmo Góis
Devo estar muito por fora, pois o senhor mostraria o “outro lado” e não faria uma propaganda despudorada de uma privatização mais despudorada ainda... Deve ter havido uma descoberta fantástica mostrando que tudo o que havia sido descoberto não é mais aquilo, ou sei lá... Não entendo... Na sua nota de hoje comemorando a privatização da Vale do Rio Doce, onde mostra a valorização do preço de mercado da empresa, o senhor esqueceu de contar a operação de compra que envolveu Daniel Dantes e o Bradesco, que avaliou e acabou comprando a empresa, algo, no mínimo, irregular. Não vou ensinar o padre nosso ao vigário, pois o senhor é muito melhor informado que eu... Mas omitir certas informações faz parecer que o processo foi um mar de rosas, sem problemas e que o patrimônio público brasileiro passou incólume por esta negociata. Não estou discutindo se a gestão pública ou privada é melhor ou pior, mas não podemos deixar que a ideologia, ou pior, a vontade de agradar os grandes empresários, faça que importantes informações sejam omitidas do grande público. Explique-me a novidade ou, por favor, escreva uma nota contando um pouco desta operação envolvendo o Bradesco e o Daniel. Se o senhor quis lembrar do aniversário de forma tão positiva, deveria dar o contraponto, ou não? O senhor não teria omitido uma informação desta... Algo novo e surpreendente deve ter surgido, embora eu não consiga sequer imaginar o que seja... Não é nada daquilo? Na verdade Daniel Dantas nunca existiu? Não sou especialista em privatização da Vale, mas o caso pareceu-me estarrecedor. O senhor deve estar certo, desde já peço desculpas, mas por favor me esclareça o que aconteceu. Pelo que eu tinha lido o Bradesco avaliou a Vale e através de uma operação, que envolveu emissão de debêntures de uma empresa, via Daniel Dantas, subscritas pelo Bradesco, a outra empresa comprou a Vale, que depois ( ações da vale) acabou(acabaram) em parte com o Bradesco. Em linhas gerais não foi isso?
---------------- Postado por
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| PRIVATIZAÇÃO DA VALE (II) - João Amado | 07/05/2007 04:46:51 |
Será que o valor de venda da Vale não estava também bem abaixo do seu valor real? E por que não é correto uma mesma empresa comprar o que avaliou? Será que não é porque ela pode sub-avaliar o que vai comprar? Acho que é irregular e até ilegal... mas o pessoal não vai para cadeia não.. Enfim... Não entendo nada disso, me explique por favor... Este e-mail é público, envio cópia para alguns professores, amigos e colegas que corrijirão as bobagens que com certeza estou escrevendo... Não é possível que o senhor esteja esquecendo de lembrar este fato da privatização da Vale... Eu devo estar enganado. Mais uma vez peço desculpas, mas por favor me conte a novidade que desmentiu tudo que eu havia lido até agora, pois estou muito ansioso para saber que o patrimônio público brasileiro não foi subtraído como eu havia pensado. Que alívio!!!! Eu eu pensando que a privatização tinha sido mais uma negociata do Daniel, Bradesco... Como o senhor gosta de dizer, ô raça! Que bom que têm jornalistas como o senhor para o mostrar o lado bom das coisas e das pessoas... E eu achava que o Daniel Dantas era uma cara... Enfim.. Tenho que sair agora, não posso continuar, mas espero um retorno do senhor...
Por favor, informe a este e aos seus outros leitores o que ocorreu de fato.
Desde já agradeço.
Muitíssimo obrigado
Abs
João
---------------- Postado por João Amado
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| A derradeira esperança | 08/04/2007 08:19:48 |
Um amigo brincava, dizendo que os primeiros 100 anos são os mais difíceis, mas depois a gente se acostuma com a vida. Vendo a mediocridade que impera na imprensa e as injustiças e safadezas diariamente noticiadas, além da falta de espaço para quem tem coragem de escrever a verdade e sem compromisso com nenhum grupelho, me vem à memória o poema de Quintana:
"Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...
E, hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada...
Arde um tôco de vela, amarelada...
Como o único bem que me ficou!
Vinde, corvos, chacais, ladrões de estrada!
Ah! desta mão, avaramente adunca,
Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!
Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!
---------------- Postado por Mareu
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| Romário 'Mala' - Everi Rudinei Carrara | 08/04/2007 04:53:34 |
Certa parte da imprensa brasileira, prefere endeusar Romário e seus suspeitos 1000 gols, inclusive ,insinuando que o tal baixinho,possa ser comparado ao Rei do Futebol,Pelé! Ora, Romário fez as contas dele, deve ter incluido aí gols em beira de praia, botão de mesa,
"peladas em beco de rua",sonhos em noite de verão, video-game etc...
Romário ja deveria ter se aposentado há tempos. . Disse asneiras sobre Pelé, esnoba a imprensa,os torcedores... Como herança do regime autoritário, utiliza o dedo em riste para fazer calar os torcedores adversários. Mas quando seu time está perdendo, não raramente, faz sinais para ser substituido, esquivando-se de enfrentar os adversários... Ou seja, o cara é "um mala",nunca venceu uma Libertadores, nunca foi para o inter-clubes do Japão, quase sempre fez gols na "banheira". jamais será lembrado como um craque ao estilo de ZICO, ADEMIR DA GUIA, CARECA,LEIVINHA, ROBINHO, KAKÁ, GERSON, ROBERTO DINAMITE, DENER, PAULO CÉSAR CAJU, RIVELINO, TOSTÃO, jogadores que criaram inesquecíveis jogadas para a conclusão do gol,tão esperado; que dirá, se comparado á GARRINCHA???
Nesse país tudo se banaliza: quem não é gênio é cultuado, descaradamente!
EVERI RUDINEI CARRARA: escritor e agente cultural
---------------- Postado por
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| Virtual, é? | 05/04/2007 09:11:40 |
Mandei uma mensagem mas não deve ter chegado aí. Eu tenho muito medo de que esta máquina infernal me morda; ela pisca, grita, emperra, apita, e o escambau. Pra quem tem 65 ou mais, só quem a alimenta diariamente e cata as pulgas dela. Era só para dizer ao Faustino para não desistir jamais, custe o que custar. E aos visionários custa muito! Quem não nasceu para sofrer vai morrer medíocre, é uma regra sem exceção. O castigo para os medíocres é tomar chá com o Pitangi (ou Pitaki, ou Pitta Alli, ou qualquer coisa que o valha) ou com o General Lira (tá vivo? já nasceu?) ou ainda com o que "estava ministro" ou, sei lá, vocês conhecem algum escritor na Academia? Bem, ser coerente dói, e eu tenho saudades é da minha velha Lettera. Aguenta, Fausto.
PS 1: O nome daquele velho Vereador do 4º Distrito era Aloísio Filho, ex-ferroviário. Mandava lá na Av. Eduardo, onde tu ias aos domingos secar as coxas da Maureen O'Sullivan, no cinema Talia.
PS 2: Nome polinésio é a PQP
Abraços
---------------- Postado por Mareu
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| POIS AÍ ESTÁ! - Jean Scharlau | 05/04/2007 03:03:35 |
Palanque de comício pelas Diretas Já, palanque de poeta em praça pública, púlpito e balcão de sacada.
Podem xingar todo mundo, a começar por nós aqui. Façam de conta que estão na casa que é uma república, onde todos somos estudantes, e professores somos também, todos, caso contrário não o é ninguém!
Bom proveito, usem à vontade!
---------------- Postado por Jean Scharlau
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| E VAMO QUE VAMO! | 30/03/2007 04:15:53 |
Pois agora já temos o nosso palanque virtual pra moer de pancada (preferencialmente com um palanque mesmo!) essa corja de safados que habitam ou pretendem habitar as nossas casas legislativas.
---------------- Postado por JPSilveira
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